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MEC quer apoio de universidades para dar formação a jovens ociosos
| Foto: Flickr MEC

O Ministério da Educação (MEC) lançou, na tarde desta quarta-feira (6), o programa "Educação em Prática". De adesão voluntária, o projeto consiste, nas palavras do ministro Abraham Weintraub, em aproximar jovens "ociosos" das universidades, que poderão ceder espaço físico (laboratórios, ferramentas, por exemplo) para formação em contraturno.

"O objetivo é trazer o jovem para dentro da faculdade e não esperar ele passar pela avaliação para, depois, conhecer como é o sistema educacional", disse Weintraub. "As universidades que aderirem mostram uma proximidade maior com a sociedade, com os jovens e com o futuro".

A pasta afirmou que as universidades, institutos e faculdades que adotarem o Educação em Prática poderão ter "bônus na avaliação institucional realizada pelo MEC", que afere a qualidade dos cursos. Weintraub deixou claro que não vão "inflar notas de universidades que não sejam boas".

Segundo o MEC, o modelo se soma ao Ensino Médio em tempo integral e ao novo Ensino Médio. Poderão participar, em um primeiro momento, alunos do ensino fundamental II de 40 escolas públicas. Através do programa, estudantes terão a oportunidade de usar a estrutura das universidades e serem atendidos por professores do ensino superior, que poderão oferecer atividades extracurriculares.

"Que as universidades não sejam torres de marfim. Que possa aproveitar a capacidade ociosa que, muitas vezes, se vê no período da tarde, e complementar a formação desse jovem com laboratórios, outras atividades", disse ele. "Hoje se vê o equipamento não sendo utilizado adequadamente".

Atualmente, 7 milhões de alunos estão estudando no Ensino Médio, distribuídos em 21 mil escolas pelo país. Para 2020, o MEC disponibilizará R$ 80 milhões adicionais para a ampliação de matrículas no ensino médio em tempo integral.

"Tudo isso é do pagador do imposto, dinheiro do contribuinte que está voltando para a sociedade, e isso é característica do governo de Bolsonaro", concluiu Weintraub. "Estamos dando espaço para o setor público, mas também respeitando a iniciativa privada, sempre que ela puder estar presente, é muito bem-vinda".

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