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Polêmica

Professores de cursos preparatórios reclamam de questões do vestibular

Apesar dos questionamentos, UFPR não deve anular nenhuma questão

A questão 32, da prova de geografia, e a 51, da prova de matemática não apresentavam uma resposta adequada entre as alternativas | Marcelo Elias/Gazeta do Povo
A questão 32, da prova de geografia, e a 51, da prova de matemática não apresentavam uma resposta adequada entre as alternativas (Foto: Marcelo Elias/Gazeta do Povo)

Questões do vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) geraram polêmica entre os professores de cursos preparatórios. A questão 32, da prova de geografia, e a 51, da prova de matemática não apresentavam uma resposta adequada entre as alternativas. Ressalvas também foram feitas em questões de inglês e história.

Na prova de matemática, a pergunta 51 tratava de fluxo sanguíneo e o resultado, segundo os professores do curso Acesso, era 46%, valor não encontrado nas alternativas. O gabarito divulgado pela UFPR mostra como resposta correta o valor 0,01%. Professores de matemática do curso Dom Bosco também viram falha nesse item. De acordo com o professor Neusarth Moraes, o gabarito divulgado pela Federal está errado.

Além de lamentarem a ausência de questões sobre geografia do Paraná, tema comum em edições recentes, os professores do Dom Bosco também reclamaram da questão 32, sobre demografia. Segundo o professor Marcio Quadros, o gabarito considera que a urbanização não foi um dos fatores responsáveis pela redução da base da pirâmide etária brasileira, interpretação que estaria equivocada. "A urbanização naturalmente gera a redução da base da pirâmide", afirma Quadros.

Na prova de inglês, a questão 77 foi alvo de críticas do professor Fabio Busse, do Dom Bosco. Segundo ele, a alternativa correta exigia que o candidato soubesse de informação que não constavam no enunciado, e não tinham relação com a estrutura da língua inglesa.

O professor de história Maurício dos Santos, também reclamou da pergunta 59. O item trata da importância das cidades no período colonial, mas, segundo Santos, como o período colonial durou três séculos, sem especificar um momento mais exato dentro desse período, qualquer afirmação poderia ser imprecisa.

Apesar das observações, numa avaliação geral, os professores elogiaram a construção da prova. "A prova está valorizando o bom aluno, aquele que realmente se preparou", afirmou o professor de matemática Marco Antonio, do Dom Bosco.

Recursos

Mesmo com as reclamações, a UFPR não deve anular nenhuma questão. O coordenador do núcleo de concursos da UFPR, professor Raul von der Heyde afirmou que uma análise preliminar do exame já foi realizada e, a princípio, não foram identificadas falhas. Mesmo assim, a instituição só deve se pronunciar oficialmente na quarta-feira, já que o período para protocolar recursos com questionamentos sobre o gabarito vai até às 17h30 desta terça-feira. Quem pretende reclamar de algum dos itens da prova deve preencher o formulário de recursos disponível no site da instituição.

Leia mais sobre a cobertura do vestibular da UFPR aqui.

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