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Sala mundo 2011

Reunidos para avaliar o futuro da educação

2,4 mil educadores estão em Curitiba para trocar experiências e discutir os caminhos do ensino no Brasil

Mais de 2,4 mil pessoas participaram do primeiro dia do evento, que termina hoje | Daniel Derevecki/Divulgação
Mais de 2,4 mil pessoas participaram do primeiro dia do evento, que termina hoje (Foto: Daniel Derevecki/Divulgação)

Durante todo o dia de ontem, educadores e pesquisadores do Brasil e do exterior estiveram reunidos em Curitiba, no encontro internacional Sala Mundo 2011, para discutir e trocar experiências sobre grandes temas da educação. A abertura do evento – que foi realizado pelo Positivo e contou com parceria da Gazeta do Povo – teve a presença do ministro da Educação, Fernando Haddad, que resgatou pontos importantes da história da educação no país e ressaltou os principais desafios do setor para os próximos anos. "O auditório lotado é uma sinalização importante de que a educação interessa aos brasileiros. A área ainda apresenta muitos problemas, mas houve melhorias", afirmou.

Após a cerimônia de abertura, os mais de 2,4 mil presentes puderam conferir grandes debates. Durante a manhã, o tema central foi a evolução da educação no Brasil e que posição o país ocupa no cenário mundial, com os discursos do Doutor em Economia pela Universidade de Chicago Martin Carnoy e Kazuhiro Yoshida, professor da Universidade de Hiroshima. No começo da tarde, as discussões focaram os instrumentos de avaliação, e contaram com a presença de nomes como José Francisco Soares, professor titular aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais e membro do Conselho Consultivo do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) e Pedro Ravela, ex-coordenador nacional do Programa Internacional de Avaliação do Estudante (Pisa) no Uruguai. Coube a Ravela a explicação sobre como são avaliados os conteúdos cobrados pelo Pisa, e a demonstração de que a educação brasileira está melhorando, mas ainda ocupa uma posição de pouco destaque em relação a outras nações. Ele reafirmou a importância do Pisa para avaliar a capacidade dos estudantes em responder a desafios complexos da vida real. "A salas estão fechadas, não sabemos o que acontece lá dentro", disse.

Estatísticas

Tendo estatísticas como base, o economista Gustavo Ioschpe abriu a discussão sobre formação de professores. Além de elencar o que as pesquisas mostram como mais relevante e irrelevante para aprendizagem dos alunos, ele aproveitou a oportunidade para criticar o Ministro da Educação, Fernando Haddad.

Sobre o aumento de investimento público na área, o economista discordou daquilo que Haddad disse na abertura do evento. "Quando se é ministro você sempre quer aumentar a verba da sua pasta, mas o fato é que não há comprovação empírica de que aumento de gasto por aluno melhore a educação", afirmou.

Encerrando a noite, o professor da Universidade Martin Carnoy voltou ao palco e citou iniciativas de Cuba e outros países.

Hoje

No segundo dia estarão presentes, entre outros nomes, Ricardo Semler, Ilona Becskeházy e Cláudio de Moura Castro, doutor em Economia pela Universidade de Berkeley e curador do evento. Outro convidado é o neurocientista Miguel Nicolelis, chefe do Laboratório de Neurociências da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e fundador do Instituto de Neurociência de Natal.

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