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inclusão

Sem elevador, colegas carregam estudante cadeirante na UFPE

Lucas Vinícius Silva de Albuquerque é estudante do primeiro período de Biomedicina na UFPE; ele possui paralisia cerebral com comprometimento das habilidades de coordenação e mobilidade

  • Ricardo Prado, especial para a Gazeta do Povo
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Uma denúncia feita pelo Diretório Acadêmico de Biomedicina da UFPE (DABIOM-UFPE) aponta que um estudante cadeirante não tem acessibilidade no prédio que abriga o curso. Em ofício, o DABIOM pede mudanças como móveis adaptados e acessibilidade em elevadores e rampas. 

“A negligência e morosidade de diversos órgãos da Universidade demonstra claro desrespeito ao princípio da dignidade da pessoa humana e à Lei Brasileira de Inclusão”, diz o ofício. 

Lucas Vinícius Silva de Albuquerque é estudante do primeiro período de Biomedicina na UFPE; ele possui paralisia cerebral com comprometimento das habilidades de coordenação e mobilidade de membros superiores e inferiores. 

“O aluno enfrenta dificuldades com as cadeiras dos laboratórios do Centro de Biociências durante as aulas práticas”, relata o documento. “O elevador do NIATE CB/CCS quebra com frequência, fazendo com que Lucas seja carregado nos braços de colegas pela escada, correndo risco de sofrer acidentes”, completa. 

Repercussão

A denúncia foi registrada em ofício entregue à Diretoria do Centro de Biociências, pedindo que fossem tomadas as providências necessárias para garantir a acessibilidade de pessoas com deficiência. 

Em entrevista à Gazeta do Povo, a pró-reitora de Assuntos Estudantis da UFPE, Ana Cabral, afirma que o elevador é parte de uma construção antiga e está em fase de reforma, mas o processo é demorado. 

“Temos primeiro que trabalhar junto ao Iphan a liberação para mexer na estrutura e fazer as adequações para o poço que existia anteriormente. Essa etapa foi bastante demorada, mas foi vencida”, explica. 

Segundo Ana, a empresa que ganhou a licitação já está atuando na universidade e a previsão é que o processo seja concluído até o final de dezembro, bem como um projeto de calçadas e acessibilidade que já está sendo implantado. 

“Esbarramos nos processos que regulam a burocracia brasileira, mas a projeção é que até o final do ano já estejamos com isso concluído, pelo menos a parte dos elevadores”, completa. 

A pró-reitora destacou ainda que universidade se solidariza com o estudante e está em contato com a sua família.


Publicado por Dabiom Camila Alcides em Terça-feira, 5 de junho de 2018

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