
Há exatos 401 anos, o astrônomo, físico e matemático italiano Galileu Galilei fez a primeira observação do espaço. Com seu telescópio, descobriu características da Via Láctea, de alguns planetas e da lua. Até hoje, seus estudos são fundamentais para o entendimento do universo. Passadas centenas de anos, a tecnologia avançou. Os conceitos espaciais tão difíceis de serem imaginados no longínquo século 17 ganharam apoio da computação gráfica uma das ferramentas usadas pelo professor de Física do Colégio Integral, Fábio Spina.
Para enfrentar o desafio de explicar séculos de observação espacial para alunos da 4.ª série do ensino fundamental com uma média de idade de 10 anos , o mestre não hesitou. "Uso um método científico bastante lúdico e interativo", diz. O melhor exemplo é um moderno programa de computador que simula o espaço visto de diversos países. "Ligo um projetor na parede da sala de aula, apago as luzes e faço a explicação mostrando cada ponto como realmente é", afirma. O resultado é um encantamento imediato pelos alunos, ele garante.
Formado em Física pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Spina conta que adotou a postura lúdica ainda na faculdade. "Participei de um projeto chamado Fibra (Física: Brincando e Aprendendo), no qual interagíamos com alunos de todos os níveis de ensino, revelando os segredos dessa matéria", diz. Conceitos que hoje aplica em sala. Recentemente, estimulou seus estudantes a construírem um vulcão. "Dessa forma, expliquei a eles que em Marte está localizado o maior vulcão de nosso sistema solar, que tem uma área quase do tamanho do Paraná."
O próximo passo do mestre é mostrar de forma ainda mais prática todos esses conceitos. "Estou aguardando a melhoria das condicões climáticas para marcar observações com telescópios. Nelas, os alunos perceberão que é fácil e divertido olhar para o céu e aprender os mistérios desse grandioso universo. Em um futuro próximo, eles serão monitores para observacões que iremos fazer com novos alunos, com os pais e também professores", diz.



