Ainda na faculdade, Victor Eloy, 22 anos, decidiu que iria se especializar em dispositivos móveis. | Aniele Nascimento / Gazeta do Povo
Ainda na faculdade, Victor Eloy, 22 anos, decidiu que iria se especializar em dispositivos móveis.| Foto: Aniele Nascimento / Gazeta do Povo

A onda do momento

Ainda no início da faculdade de Análise de Sistemas, Victor Eloy, 22 anos, decidiu que iria se especializar em dispositivos móveis. Antes de se formar, conseguiu assistir a alguns módulos da pós em Desenvolvimento de Aplicativos Móveis e Computação em Nuvem da Universidade Positivo e iniciou com um colega uma start-up para desenvolvimento e jogos para a plataforma Android. "Na época da faculdade, não vimos nada disso, pois era uma área incipiente ainda em 2010. Mesmo me interessando pela área, eu não tinha a visão do que ia acontecer com as plataformas móveis. Agora é a nova corrida do ouro", diz. Como empreendedor, Eloy está cursando agora um MBA em Inteligência de Negócios. Ele comenta que as empresas estão começando a investir em departamentos especializados na tecnologia móvel e quem tiver formação na área sempre vai se destacar.

Tablets e smartphones têm colocado computadores e celulares convencionais para escanteio. Com preços cada vez mais acessíveis, a tendência é de que o uso desses dispositivos continue a crescer. De julho a setembro deste ano, 10,4 milhões de smartphones foram vendidos no Brasil, segundo a consultoria Teleco. Além de fabricantes e vendedores, outro público está de olho nesse mercado em alta: os programadores. Para atender à demanda, é preciso haver gente capacitada para desenvolver novas aplicabilidades aos aparelhos.

De olho nesse mercado, as universidades não ficam para trás. Em 2014, o Centro Tecnológico Positivo terá a primeira turma em um curso inédito no Sul do Brasil, com foco em sistemas para smartphones e tablets. Conforme o coordenador do curso, Kristian Capeline, o tecnólogo deve ser uma porta de entrada para empresas de desenvolvimento. "Esse tecnólogo surgiu de um pedido das empresas, mas quem se forma pode criar seu próprio negócio, desenvolvendo softwares de casa", diz. Capeline lembra que a Positivo também oferece pós-graduação nessa área, para quem atua no campo da informática.

O curso de Tecnologia em Sistemas para Internet, com duração de dois anos e meio, do Centro Universitário FAE, também abrange os dispositivos móveis. Segundo o coordenador do curso, Elcio Douglas Joaquim, é cada vez mais necessário conhecer a área. "Um executivo antes carregava notebook, hoje tem smartphone para manter contato com o escritório. As empresas estão cada vez mais fazendo diferentes aplicações", diz.

Formação

Sobre a formação, no entanto, Joaquim recomenda que o estudante avalie qual caminho quer seguir, pois um curso amplo não se aprofunda em determinadas áreas. Já um curso muito direcionado restringe a atuação futura. "O ideal não é pensar somente em aplicações para smartphone. Ele é mais uma das interfaces que fazem conexão com o usuário; ainda há notebooks, tablets, desktops e tevê", afirma.

Para Lucas Ferrari, coordenador do tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas da UFPR, o Brasil é mais consumidor que desenvolvedor de tecnologias, mas, para o desenvolvimento de aplicativos, ainda há bastante espaço. No curso que coordena, são duas as disciplinas voltadas à programação para dispositivos móveis. Ele lembra que o profissional tem de se preocupar em não parar de aprender nunca. "Se não continuar estudando, ele vai ficar para trás", diz.

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