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Rádio e TV

Por trás das câmeras

Graças à internet e aos canais fechados, o profissional formado em Rádio e TV ganhou um vasto mercado de trabalho nos últimos anos

Gustavo Duarte trabalha em uma produtora e dá cursos de produção em tevê para estudantes e professores da área de comunicação | Marcelo Elias / Gazeta do Povo
Gustavo Duarte trabalha em uma produtora e dá cursos de produção em tevê para estudantes e professores da área de comunicação (Foto: Marcelo Elias / Gazeta do Povo)
Glacymar Rodrigues Oliveira, 50 anos, que usa o Garmin (aparelho de pulso com GPS) |

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Glacymar Rodrigues Oliveira, 50 anos, que usa o Garmin (aparelho de pulso com GPS)

Assim como o Jornalismo, o curso de Rádio e TV é uma das opções da Comunicação Social, mas os profissionais desenvolvem atividades bem diferentes. Segundo a coordenadora do curso de Rádio e TV da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), Ana Paula da Rosa, embora possa trabalhar em programas jornalísticos, o profissional da área não atua na captação da notícia. Ele é preparado para redigir roteiros, produzir e dirigir comerciais e programas de rádio e televisão, captar e editar imagens e elaborar vinhetas. Também pode trabalhar como locutor e apresentador.

A graduação começa com disciplinas básicas das áreas de Humanas e Comunicação, como Filosofia, Ciência Política, História do Rádio e da Televisão. À medida que o curso avança, entram as matérias específicas e práticas: Edição para Televisão, Locução e Apresentação, Técnicas de Cenografia, entre outras. "A graduação prepara os alunos para desempenhar funções técnicas e criativas", afirma o coordenador do curso da Faculdade Cásper Líbero (Facasper), de São Paulo, Marco Antônio Pereira do Vale. De acordo com Ana Paula, os estudantes também têm aulas de computação gráfica e aprendem a trabalhar com imagens em duas e três dimensões.

Os empregos estão nas emissoras de rádio e televisão, agências de publicidade e produtoras de vídeo. Formado em 2005 pela UTP, Gustavo Duarte, 27 anos, trabalha há três na produtora SoftCine Vídeo. "Atendemos clientes corporativos. Desenvolvemos vídeos de treinamento para capacitação dos funcionários, de integração e publicitários. Também elaboramos jingles e spots para rádio", exemplifica. Gustavo também faz o atendimento aos clientes e traduz para o restante da equipe os desejos das empresas que contratam a produtora.

Empreendedorismo

Outra opção é tocar o próprio negócio, como fez André Ferezini, 30 anos, formado em 2006 pela Facasper. "Sempre trabalhei com produção independente, hoje tenho uma produtora e sou diretor freelancer", afirma. Ele começou a carreira desenvolvendo vídeos de organizações não governamentais. Na gra

duação, dirigiu o documentário en­comendado pela TV Cultura Heliópolis, bairro educador, mostrando iniciativas que ajudaram a conter a violência na favela paulista. Tam­bém rodou no Camboja, Sudeste Asiático, o documentário Grassroots, vendido até para canais iranianos.

Mais tarde, passou a dirigir vídeos de publicidade. "Misturo projetos encomendados, para pagar as minhas contas, com projetos pessoais", afirma. Como ele, Gustavo Duarte também toca um projeto paralelo. "Estou oferecendo um curso para alunos e professores da área de comunicação, um workshop de produção em tevê", diz.

Outros nomes

Algumas universidades oferecem o curso de Radialismo. Segundo a professora Ana Paula da Rosa, da Tuiuti, o curso é semelhante ao de Rádio e TV, embora tenha foco maior em produções sonoras.

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Verdadeiro ou falso

Teste seus conhecimentos sobre a carreira:

Há muitas pessoas sem formação trabalhando na área.

Verdadeiro

O diploma não é obrigatório e ainda há muitos profissionais que aprenderam o ofício na prática. Mas normalmente eles são condicionados a trabalhar sempre da mesma forma, sem a busca de novas linguagens. É durante a graduação que o aluno adquire visão crítica e discute formas diferentes de expressão.

O mercado de trabalho está saturado.

Falso

O mercado está aquecido com o desenvolvimento da internet, que permite a divulgação de vídeos a baixos custos. Outro motivo é o crescimento das televisões por assinatura, favorecendo as produtoras independentes que desenvolvem programas para os canais pagos.

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