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Novos médicos

Mais estudo para entrar na residência

A grande concorrência leva universitários e recém-formados em Medicina a se matricularem em cursos preparatórios

O médico Paulo Eduardo Dietrich Jaworski fez cursinho para ingressar no programa de residência em cirurgia geral em um hospital municipal de Campinas | Antônio Costa / Gazeta do Povo
O médico Paulo Eduardo Dietrich Jaworski fez cursinho para ingressar no programa de residência em cirurgia geral em um hospital municipal de Campinas (Foto: Antônio Costa / Gazeta do Povo)

Após enfrentar um dos vestibulares mais concorridos para entrar na universidade, grande parte dos estudantes de Medicina se prepara para disputar novos concursos no final da faculdade. Ingressar em programas de residência é a ambição de graduandos e recém-formados que desejam se especializar em alguma área médica. Um sonho que não costuma ser fácil de ser concretizado.

O acesso aos programas ocorre por meio de concursos públicos e as provas abarcam cinco áreas elementares da Medicina – clínica médica, cirurgia, ginecologia obstetrícia, pediatria e saúde coletiva ou comunitária. As questões, em geral, são de múltipla escolha, mas algumas instituições aplicam avaliações de cunho argumentativo. A seleção também pode incluir uma prova prática, em que o candidato deve apresentar um diagnóstico diante de uma situação simulada. A última etapa costuma ser a análise de currículo.

Para aumentar as chances de ingressar na residência, universitários e novos médicos recorrem a cursos preparatórios. Larissa Dalla Costa Kusano, 23 anos, está no 10.º período de Medicina na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e concilia o estágio no Hospital de Clínicas (HC) com as aulas do cursinho, ocorridas nas noites de domingos. "A cada 11 semanas tenho provas do estágio, mas a prioridade é a residência", diz.

Opções

Não é difícil encontrar cursos preparatórios. Basta uma pesquisa na internet para descobrir redes espalhadas por várias cidades e regiões do país. O MedGrupo, por exemplo, recebe anualmente mais de 20 mil alunos nas 93 cidades em que tem turmas. "Todas as unidades têm as mesmas aulas, ministradas pela mesma equipe de professores. Isso garante, aos estudantes de todo o país, acesso ao mesmo conteúdo e material didático", afirma Flávia Xavier, diretora da empresa.

Para aqueles que têm pouca disponibilidade, horários embaraçosos ou dificuldade para se locomover aos locais de aula dos cursinhos, também existem programas em formato on-line, a distância e com aulas práticas transmitidas ao vivo pela internet. Na web, são encontradas apostilas, livros e videoaulas com exercícios aplicados em concursos anteriores. No geral, o valor das mensalidades dos cursos ultrapassa R$ 900.

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