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História

Estudantes ajudam a restaurar locomotiva

Projeto para reparar Baldwin de 104 anos envolve acadêmicos de três instituições de ensino superior de Londrina

  • Antoniele Luciano, da sucursal
Alunos pesquisam e ajudam a reconstruir peças danificadas de locomotiva centenária. |
Alunos pesquisam e ajudam a reconstruir peças danificadas de locomotiva centenária.
 
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A partir de pesquisas e acompanhamento técnico, universitários de Londrina têm colaborado com a restauração de um dos últimos exemplares da locomotiva a vapor Baldwin 460 existentes no Brasil. De origem americana, a máquina pertenceu à extinta Companhia Douradense de Estradas de Ferro e carrega 104 anos de história.

Os trabalhos de restauro são desenvolvidos por meio de um convênio entre o Programa Municipal de Incentivo à Cultural (Promic) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL). Também são parceiros do projeto a Universidade do Norte do Paraná (Unopar) e a Faculdade de Tecnologia Senai. Estão sendo investidos na iniciativa R$ 40 mil repassados pelo Promic.

A diretora do Museu Histórico de Londrina, Regina Alegro, explica que dez estudantes dos cursos tecnólogos de Fabricação Mecânica e Manutenção Industrial da Faculdade Senai são responsáveis pelo desenvolvimento e execução dos projetos, com medições e descrição da matéria-prima de peças danificadas da locomotiva. Cinco alunos de Desenho Industrial da Unopar dão suporte na parte de desenho e modelagem dessas peças, enquanto 12 acadêmicos de História da UEL fazem pesquisas para contextualizar toda a restauração. “Precisamos conhecer o contexto para estabelecer critérios adequados para a conservação das peças e a comunicação disso com o público”, define Regina.

Processo

O restauro está na reta final, o que inclui ajustes com massa, funilaria, jateamento e pintura. A Baldwin, recorda Regina, aguarda essas intervenções desde 1999, quando foi trazida de Jundiaí (SP). “Nessa época, a locomotiva já estava em exposição por lá. Ao chegar a Londrina, permaneceu estacionada no antigo IBC [Instituto Brasileiro do Café], aos cuidados da UEL”, explica. Ela pontua que, até então, não havia sido possível reunir condições que permitissem colocar em prática o projeto de restauração.

A expectativa é de que a locomotiva seja exposta no Museu Histórico de Londrina ainda neste mês. O trabalho dos acadêmicos deve prosseguir com pesquisas para produzir dezenas de pequenas peças que ainda precisam ser reconstruídas, mas que demandam um processo de “garimpagem”. “Como é uma locomotiva muito antiga, muitos componentes acabaram sendo perdidos durante o tempo. Estamos pesquisando para ter condições de produzir peças com fidelidade às originais”, diz o coordenador do projeto na Faculdade Senai, Marcos Eduardo de Lima.

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