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Profissões

As engenharias do século 21

Nas últimas décadas, os cursos tradicionais de Engenharia se subdividiram em diversas especialidades, aumentando as opções para os vestibulandos

Patrícia Knopki faz Engenharia Ambiental e sabe que, em certos casos, precisará da colaboração de engenheiros de outras áreas. | Marcelo Elias/Gazeta do Povo
Patrícia Knopki faz Engenharia Ambiental e sabe que, em certos casos, precisará da colaboração de engenheiros de outras áreas. (Foto: Marcelo Elias/Gazeta do Povo)

"Quero fazer Engenharia". Se você acha que essa decisão é suficiente para colocar um ponto final no dilema da escolha da carreira, saiba que a dúvida, nesse caso, não se esgota aqui. De acordo com o site do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), existem hoje quase 60 denominações diferentes para engenheiros, de acordo com a graduação cursada. Somente na UFPR são oferecidas nove opções – Ambiental, Cartográfica, Civil, de Produção, de Bioprocessos e Biotecnologia, Elétrica, Florestal, Industrial Madeireira, Mecânica e Química.

Segundo o presidente da Comissão de Educação do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR), Wiliam Alves Barbosa, os cursos de Engenharia tradicionais no Brasil são Civil, Mecânica, Elétrica e Química. Nas últimas décadas, entretanto, as áreas clássicas foram subdivididas em várias especialidades devido à procura por conhecimentos específicos dentro de novas atividades econômicas. Da Engenharia Elétrica, por exemplo, surgiram a Engenharia de Telecomunicações, a Engenharia Eletrônica e a Engenharia de Computação. A Mecânica se subdividiu em Aeronáutica, Aeroespacial, de Produção, Naval e Metalúrgica, entre outras.

"Na Engenharia, há uma especialização na própria graduação, diferentemente do curso de Direito, por exemplo, em que só depois de formado o profissional decide se quer ser advogado criminalista, trabalhista, tributário", explica Barbosa. Ele garante que não há uma preferência dos empregadores por profissionais formados nos cursos de Engenharia convencionais. "Os cursos são criados para atender à demanda do próprio mercado de trabalho. Às vezes, não há profissionais suficientes que tenham uma formação mais abrangente e uma especialização numa área específica. E as tecnologias em engenharia variam muito; a todo momento surgem problemas novos aos quais é preciso dar respostas", afirma.

Procura

Segundo José Roberto Cardoso, vice-diretor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), onde são ministrados cursos de Engenharia, a procura dos vestibulandos por uma ou outra especialidade varia conforme o campo em evidência no momento. "Até 2007, os cursos de Engenharia Mecatrônica e de Computação eram os mais concorridos. Em 2008, Civil e Química tiveram maior procura, em função do aquecimento do mercado imobiliário e da descoberta de novas reservas de petróleo no país", diz.

Na Poli, as disciplinas do primeiro ano da graduação são comuns a todos os estudantes de Engenharia. Três das 17 especialidades ofertadas podem ser escolhidas já no ato da inscrição. Nas demais, o aluno faz o primeiro ano e, ao fim, escolhe uma das habilitações possíveis dentro da grande área que pretende seguir (Civil, Elétrica, Mecânica ou Química). Independentemente da existência de um ciclo básico, entretanto, como ocorre na USP, todos os estudantes de Engenharia, em qualquer universidade, estudam Matemática, Física, Computação e Química.

O piso salarial do engenheiro (valor mínimo que deve ser pago ao profissional, independentemente de sua especialidade) é de seis vezes o salário mínimo nacional, para uma jornada de trabalho de seis horas diárias. O valor é determinado pela Lei 4.950, de 1966.

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Interatividade

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