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Vestibular

Em busca de um cursinho

A família de Mariana Moretti pensou no vestibular no fim do ensino fundamental e optou por uma formação continuada | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
A família de Mariana Moretti pensou no vestibular no fim do ensino fundamental e optou por uma formação continuada (Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Ano de vestibular tem uma rotina puxada e escolher um bom cursinho pode fazer a diferença. A busca deve ir além da propaganda com o número de aprovados. "Se somarmos a quantidade de aprovados de cada cursinho, dá muito mais do que o número de vagas", alerta o mestre em Educação, Marcos Meier. É preciso avaliar a metodologia. "O aprendizado vai além de decorar macetes, musiquinhas e fórmulas. Instituições que se limitam a isso prestam um desserviço à educação", critica a psicopedagoga Isabel Parolin.

Juntos, pais e filhos têm mais chances de acertar

A estudante Mariana Moretti, 16 anos, fará o 3.º ano do ensino médio – o "terceirão" – neste ano, mas a escolha pelo curso foi feita há algum tempo. Ao terminar o ensino fundamental, Mariana estava insatisfeita com o aprendizado. Conversou com colegas que tinham trocado de colégio e resolveu mudar também. "A preparação para o vestibular começa com o ensino médio. Resolvi não deixar tudo para o ano de cursinho", diz.

Com os pais, Mariana foi à busca de outra instituição. A escolha foi baseada na reputação do colégio, indicação de colegas e número de aprovados no vestibular, mas este não foi o fator decisivo. "A aprovação no vestibular por si só não significa nada. Claro que é uma meta, mas uma escola deve estar sustentada em pilares como valores humanos, cidadania e pre­paração para a vida", diz a mãe de Mariana, Helayne Moretti.

A família toda está satisfeita com a escolha e os resultados já começam a aparecer. Mariana concluiu o 2.º ano, prestou vestibular como treineira e acertou quase metade das questões da primeira fase da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Definir critérios de escolha é o primeiro passo

A vestibulanda de Medicina Julia Orellana, 19 anos, fez dois anos de cursinho. A primeira experiência, em 2010, foi frustrante. "Era o primeiro ano da instituição e o cursinho foi muito fraco. A estrutura, o material e os professores não estavam preparados para dar conta dos estudantes", diz. Ela se arrepende de ter escolhido uma instituição incompleta e acredita que esse foi o fator que mais prejudicou seu desempenho nas provas.

Em 2011, Julia foi mais criteriosa. "Escolhi um cursinho com professores renomados e conversei com ex-alunos que me recomendaram o local, apesar de estar no mercado há apenas dois anos", conta. Outros fatores determinantes foram o preço e a localização. "Não quis gastar um valor alto com mensalidade", diz a estudante que afirma estar satisfeita com a escolha. Ela ainda espera o resultado de alguns vestibulares. "Se não der, vou ter de fazer cursinho de novo."

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