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UFPR

Nota da segunda fase pode salvar candidatos

O estudante que não foi tão bem na primeira etapa do vestibular da UFPR ainda pode virar o jogo nas provas discursivas

O estudante de Medicina Rafael Guimarães fez só dois pontos a mais que o último colocado na primeira fase, mas conseguiu se recuperar nas provas discursivas | Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo
O estudante de Medicina Rafael Guimarães fez só dois pontos a mais que o último colocado na primeira fase, mas conseguiu se recuperar nas provas discursivas (Foto: Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo)

A segunda fase do vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) pode ser a salvação daqueles candidatos que não foram tão bem na prova objetiva de conhecimentos gerais. O Vestibular da Gazeta do Povo conversou com universitários que passaram na primeira fase do último concurso com uma pontuação muito próxima da nota de corte e mesmo assim foram aprovados, ainda na primeira chamada.

A história do estudante de Medicina Rafael Drabik Guimarães, 20 anos, mostra como é possível se recuperar, mesmo no segundo tempo do jogo. No ano passado ele fez só dois pontos a mais que o último colocado nas provas objetivas do vestibular. A nota de corte foi 56 e Rafael tirou 58, enquanto o primeiro lugar ficou com 73.

O universitário já havia feito dois anos de Farmácia e acredita que a experiência foi fundamental para a aprovação. "Nas específicas tive Química e Filosofia. Pelo fato de eu ter feito Farmácia, a parte de Quí­mica foi menos problemática. Os dois anos de faculdade me de­­ram mais tranquilidade. Mesmo sabendo que eu não estava tão bem classificado, fui calmo para a se­­gunda fase", diz. Para a prova de Fi­­lo­sofia, Rafael conta que se preparou a longo prazo, apesar de a disciplina só ter sido cobrada na segunda fase. "Eu estudava para Filosofia antes de saber se ia ou não para a segunda fase. Fiz seis meses de cursinho", afirma.

Embora considere que as provas discursivas foram fundamentais para sua aprovação, Rafael também atribui parte do resultado ao fato de ter concorrido pelas cotas sociais. "Com certeza, ser cotista me ajudou, porque passei para o primeiro semestre", avalia. Alguns cursos da UFPR selecionam estudantes para o primeiro e o segundo semestre do ano seguinte, de acordo com as notas dos candidatos. Os alunos com os melhores desempenhos iniciam as aulas antes dos demais.

Se para Rafael as co­­tas funcionaram co­­mo uma ajudinha ex­­tra, para Driele Conor, 19 anos, a segunda fase foi totalmente decisiva. No último vestibular ela passou em Enge­nharia Civil pela concorrência geral. "A nota de corte foi 38 e devo ter feito 40. Mas na se­­gunda fase fui superbem e consegui me re­­cuperar. Cada específica vale 40. Ti­­rei 30 e pou­­cos em uma e quase 20 na outra. Na re­­dação fiz 50 pontos, de um total de 60", lembra. O primeiro colocado de En­­ge­nharia Civil nas pro­­vas objetivas havia feito 70 pontos, de um total de 80 possíveis.

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