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Carreira

Riqueza embaixo da terra

Uma das funções do geólogo é procurar os recursos naturais escondidos no subsolo e que podem ser explorados economicamente

Na Mineropar, Mário Lessa passa pouco tempo em campo, mas no início da carreira ele rodou o interior do Brasil | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Na Mineropar, Mário Lessa passa pouco tempo em campo, mas no início da carreira ele rodou o interior do Brasil (Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)
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Percorrer o interior do Brasil em busca de territórios ricos em minérios ou propícios à exploração do petróleo, dormir em acampamentos e fazer travessias a pé, de jipe e barco. Quem planeja prestar vestibular para Geologia deve gostar de viajar e de trabalhar no campo. "Dificilmente a pessoa vai trabalhar e morar em Curitiba. Hoje há geólogos do Paraná trabalhando no Espírito Santo, na Amazônia", ressalta o coordenador do curso de Geologia da UFPR, Rubens José Nadalin.

A Geologia é a ciência que estuda as características do planeta Terra, como os minerais, as rochas, a água subterrânea, os vulcões, os terremotos e as gemas (pedras preciosas). De acordo com Nadalin, empresas públicas, como a Petrobras, costumam abrir concurso para contratar profissionais da área. "No início da carreira, os geólogos normalmente trabalham em plataformas, acompanhando a busca de petróleo. À medida que avançam na carreira, podem atuar em cargos de gerência, com o estudo do dimensionamento de jazidas", explica.

Os graduados em Geologia também localizam e acompanham a exploração de minerais e de depósitos subterrâneos de água, além de trabalhar no planejamento urbano, avaliando o terreno antes da realização de grandes obras, como estradas, túneis e metrôs. "Na construção do metrô de Curitiba com certeza haverá um ou mais geólogos. Eles terão de avaliar os tipos de rochas presentes no subsolo e os perigos de desmoronamento", afirma Nadalin.

Formado em 1967 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o geólogo Mário Lessa Sobrinho trabalha há 29 anos na Minerais do Paraná (Mineropar), empresa vinculada à Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul e que executa, entre outras funções, o levantamento de potencialidades minerais de municípios e o assessoramento a órgãos públicos na gestão ambiental. Hoje, Lessa exerce atividades mais administrativas, coordenando a assinatura de convênios e a organização de palestras. "Vou excepcionalmente a campo", diz.

Mas nem sempre foi assim. "Depois de formado, fui contratado pelo Departamento Nacional da Produção Mineral para desbravar o interior do país. Fazia mapeamentos geológicos em Goiás, identificando as rochas e definindo os seus potenciais minerais. Verificava se havia condições de ter uma jazida, de um mineral qualquer, que fosse possível explorar economicamente", explica. Ele conta que passava 20 dias seguidos em cidades pequenas do estado, muitas vezes em acampamentos. "Parte desses dias passávamos na estrada, em jipe. Também fazíamos parte da travessia a pé, a cavalo e de barco", afirma.

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