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A vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL) — pivô da crise entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) — publicou neste sábado (4) um vídeo nas redes sociais em que defende a união da direita, elogia ambos os líderes e reafirma seu apoio à pré-candidatura presidencial do senador.
Priscila afirmou que não pretende ampliar as divergências internas e sustentou que o foco do campo conservador deve permanecer na disputa contra o PT.
"É exatamente por isso que eu não vou alimentar nenhum tipo de conflito. Porque quem luta pela mesma causa, mesmo que em algum momento possa machucar ou se ferir, não pode ficar enfraquecido no meio do caminho, enquanto o verdadeiro adversário observa e se fortalece."
Na mesma publicação, a vereadora afirmou que Michelle e Flávio compartilham o mesmo projeto político e defendeu a reconstrução da unidade da direita.
"Tanto a Michelle como o Flávio são pessoas que lutam pela mesma causa que eu. O nosso papel nesse momento é construir uma ponte. Essa tempestade vai passar, e nós precisamos continuar unidos."
Priscila também rebateu interpretações de que seu apoio ao senador teria surgido apenas após a crise. Segundo ela, sua adesão ao projeto presidencial de Flávio começou quando o ex-presidente Jair Bolsonaro o apontou publicamente como seu sucessor político.
A manifestação busca reduzir o desgaste provocado pela disputa pelo comando político do PL no Ceará, que levou ao rompimento entre Flávio e Michelle.
A crise teve origem nas negociações sobre a composição eleitoral no Ceará, onde Michelle defendia a candidatura de Priscila ao Senado, enquanto Flávio articulou um acordo com o grupo do deputado André Fernandes (PL-CE).
O conflito levou a ex-primeira-dama a deixar a presidência do PL Mulher e colocou em dúvida sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.
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Apoio já havia sido demonstrado em evento
O vídeo reforça um movimento que já havia sido sinalizado na última semana. Priscila participou do encontro com lideranças femininas em Brasília, organizado estrategicamente pela campanha de Flávio para recuperar o apoio do eleitorado feminino após o racha familiar e as declarações do jornalista Paulo Figueiredo, aliado do senador, de que "mulheres votam mal". Em seu discurso, Flávio destacou seu respeito tanto por Michelle quanto pelo voto das mulheres.
A vereadora, por sua vez, elogiou o legado do governo Bolsonaro para as mulheres e afirmou confiar que um eventual governo de Flávio dará prioridade às políticas de proteção feminina.
"É uma pandemia [os feminicídios]. Cresceu 46% em um ano. E os dados que temos indicam que o governo Lula só usou 15% do orçamento destinado à proteção da vida das mulheres. Flávio, tenho certeza de que isso não vai acontecer no seu governo, quando as mulheres estarão unidas e participando."
A presença de Priscila foi interpretada pela campanha como um gesto político de apoio a Flávio em meio à crise. O abalo foi explicitado pela ausência da ex-primeira-dama e de outras lideranças femininas de peso do campo conservador, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP).




