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Eleições 2026

Lula perdeu apoio entre “esquerdistas não lulistas” – e parte deles diz votar em Flávio

Pesquisa eleitoral da Quaest mostra que Lula está perdendo força contra Flávio Bolsonaro na eleição para presidente.
Pesquisa da Quaest mostra que Lula está perdendo força contra Flávio Bolsonaro na eleição para presidente. (Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)

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A entrada de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026 colocou até mesmo a esquerda em dúvida se Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é a melhor opção para o cargo de presidente da República nos próximos quatro anos. É esse cenário que desponta a partir das pesquisas da Quaest desde dezembro, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) empurrou o filho mais velho para a disputa.

Nas intenções de voto na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, o eleitorado que se considera “esquerda não lulista” reduziu o apoio ao petista — a margem de erro da pesquisa para esse público é de 6 pontos percentuais. Em dezembro 93% disseram que votariam em Lula e agora, em março, são 84%, uma queda de 9 pontos percentuais. Parte desse bolo foi para o oponente, que tinha 3% e agora soma 7% nesse público.

A dificuldade do atual presidente fica ainda mais clara quando os independentes — grupo que não se identifica nem com o lulismo nem com o bolsonarismo — expressam suas intenções de voto. Entre eles, 27% disseram neste mês que votariam em Lula, o que representa 10 pontos percentuais a menos do que em dezembro do ano passado. Por outro lado, Flávio cresceu 9 pontos percentuais no período: de 23% para 32%.

A confiança dos esquerdistas não lulistas também fica nítida na pergunta feita pela Quaest se Lula merece continuar mais quatro anos na Presidência da República. Nesse recorte, 23% disseram que não, sendo que em dezembro eram 18%, um crescimento numérico, dentro da margem de erro. Dos que afirmaram que ele merece seguir no cargo, houve uma queda de 78% para 72%.

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De dezembro de 2025 a março deste ano, Flávio Bolsonaro conseguiu crescer na mesma medida que Lula caiu — isso contando todo o eleitorado entrevistado pela Quaest. Na simulação de segundo turno entre os dois, o senador saiu de 36% das intenções de voto para 41%.

Ao mesmo tempo, Lula caiu de 46% para 41%. Cinco pontos percentuais para um lado e cinco para outro. Isso ocorre enquanto o filho de Jair Bolsonaro consegue furar o público de direita.

No levantamento, por exemplo, o índice de eleitores que dizem conhecer e que votariam em Flávio para presidente subiu de 28% para 36% no período — 9% ainda dizem que não o conhecem. Por outro lado, Lula teve uma queda nesse índice: o índice de 44% que o conhecem e votariam em dezembro passou para 41% em março.

E não é só no segundo turno. Nos mesmos cenários de primeiro turno de dezembro do ano passado e março de 2026, o avanço de Flávio Bolsonaro é visível.

Em um deles, a diferença entre Lula e Flávio caiu 10 pontos percentuais, configurando agora um empate técnico. Outro cenário que mostrava vantagem de 12 pontos percentuais para Lula caiu para 2 pontos percentuais, um empate dentro da margem de erro.

Metodologia das pesquisas citadas

  • Quaest 16/12/2025: A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, presencialmente, entre os dias 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
  • Quaest 11/3/2026: A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 6 e 9 de março. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº BR-05809/2026.

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