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Eleições 2026

Ao lado de artistas Lula sugere mudança na Constituição para blindar políticas culturais

Lula reúne artistas no Rio e apresenta proposta para garantir continuidade das políticas culturais por meio de emenda na Constituição.
Lula reúne artistas no Rio e apresenta proposta para garantir continuidade das políticas culturais por meio de emenda na Constituição. (Foto: Ricardo Stuckert/Campanha PT)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sugeriu nesta quarta-feira (23), durante um ato de campanha com artistas no Rio de Janeiro, uma mudança na Constituição para transformar as políticas culturais em políticas de Estado. A proposta, segundo ele, teria o objetivo de evitar que programas e ações do setor sejam modificados ou interrompidos a cada troca de governo.

O evento ocorreu na Fundição Progresso, no centro do Rio de Janeiro, e reuniu artistas como Chico Buarque, Zeca Pagodinho, Marieta Severo, Paulinho da Viola, Lenine, Chico César, Mestre Ciça, Malu Mader, Tony Belotto, Cissa Guimarães, Leandro Vieira, Daniela Mercury e Fernanda Abreu.

Zeca Pagodinho subiu ao palco ao lado de Lula e declarou apoio ao presidente na reta final da campanha eleitoral. "Eu, minha família, meus amigos, todo mundo é Lula, não tem outro".

Durante o discurso, Lula afirmou que já havia tentado, no fim de seu segundo mandato, consolidar as políticas culturais implementadas ao longo dos oito anos anteriores. Na ocasião, segundo o presidente, a intenção era criar uma espécie de “CLT da Cultura”, com regras que reunissem e garantissem a continuidade das ações desenvolvidas no período.

“Para que a gente transforme a Cultura totalmente perene, é preciso que a gente coloque na Constituição aquilo que a gente quer de cultura”, afirmou.

Lula cita Trump e diz que quer vencê-lo na narrativa

A proposta foi apresentada durante o ato de campanha pela reeleição, que também teve críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula retomou o discurso feito na Organização das Nações Unidas (ONU) e afirmou que pretende disputar com o americano a forma como os acontecimentos são apresentados.

“É importante, é você comparar o discurso de um presidente de um país em desenvolvimento e comparar com o discurso de um presidente que começa dizendo: 'Eu tenho o maior Exército do mundo, eu tenho a maior Marinha do mundo, eu tenho mais foguete do mundo, eu tenho a melhor bomba do mundo, eu sou o país mais forte do mundo'. Ele fala isso em toda reunião, vocês não têm noção. Sabe, como se tivesse ameaçando todo mundo.

Lula afirmou que prefere disputar a narrativa. “Eu, como sei do meu tamanho, eu não quero fazer guerra com ele, eu quero ganhar dele na narrativa. E nós estamos ganhando na narrativa.”

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