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A pesquisa Nexus/BTG Pactual divulgada nesta segunda-feira (29) mostra um avanço das intenções de voto em Lula (PT) entre beneficiários do Bolsa Família nas eleições de 2026 para presidente. Esse crescimento coincide com o aumento no número de beneficiários do programa nos últimos meses.
Em março deste ano, o petista tinha 58% das intenções de voto de primeiro turno entre as pessoas que estão no Bolsa Família. A porcentagem começou a aumentar neste mês, passando para 62% em 15 de junho e chegando a 68% em 29 de junho. Na mesma medida, Flávio Bolsonaro (PL) perdeu o apoio nesse público, saindo de 24% em março para 13% no fim de junho (veja gráfico abaixo).

Esse mesmo ritmo se repete no cenário de segundo turno entre Lula e Flávio, com o petista avançando 11 pontos percentuais entre março e junho, e o senador recuando 9 pontos percentuais, ficando com 75% e 20%, respectivamente.
Historicamente, Lula tem mais entrada no eleitorado com menor renda e a pesquisa Nexus/BTG Pactual confirma essa tendência. No cenário de primeiro turno, por exemplo, o petista tem 53% das intenções de voto entre os eleitores com renda familiar de até um salário mínimo.
Neste mesmo recorte, Flávio tem 23%. Lula também abre 16 pontos percentuais na faixa entre um e dois salários. O cenário se inverte a partir de dois salários mínimos.
Governo Lula amplia famílias beneficiadas com o Bolsa Família em ano eleitoral
O número de cadastrados no Bolsa Família vinha caindo desde o início do atual mandato de Lula. Quando ele assumiu o governo federal em janeiro de 2023, 21,91 milhões de famílias recebiam o benefício. O número chegou a cair para 18,66 milhões em novembro do ano passado, muito em função do pente-fino que retirou 2,19 milhões de família do cadastro.
Depois dessa regularização, o que se viu foi um movimento contrário dos anos anteriores. Desde novembro de 2025, o número de famílias beneficiárias do programa só aumenta. Daquele mês até junho deste ano, 690 mil famílias foram admitidas no Bolsa Família, chegando em 19,35 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social.
O crescimento do Bolsa Família em ano eleitoral já virou tradição no Brasil. Lula mesmo já havia usado esse expediente em 2006, quando se reelegeu, com um avanço de 2,3 milhões de famílias no ano da eleição. O mesmo fez Jair Bolsonaro (PL) em 2022, com 6,6 milhões.
Crescimentos mais discretos foram registrados em 2010 (300 mil) e 2018 (100 mil). Somente em 2014, quando Dilma Rousseff (PT) buscava a reeleição, é que houve um recuo de 100 mil famílias, muito em função da pressão fiscal sobre o governo que viria a ser impedido em 2016.
Metodologias das pesquisas citadas
- Nexus/BTG Pactual 30/3/2026: 2.000 entrevistados pela Nexus entre os dias 27 e 29 de março de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco BTG Pactual S/A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-07875/2026.
- Nexus/BTG Pactual 29/6/2026: 2.000 entrevistados pelo instituto Nexus entre os dias 26 e 28 de junho de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco BTG Pactual. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-08521/2026.
- Nexus/BTG Pactual 15/6/2026: 2.017 entrevistados pelo instituto Nexus entre os dias 12 e 14 de junho de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco BTG Pactual. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-06645/2026.












