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O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), atribuiu aos atos de 8 de janeiro de 2023, na Praça dos Três Poderes, a causa do agravamento da polarização política no país. Como resultado, ele defendeu uma anistia "ampla, geral e irrestrita".
"O Brasil nunca teve esta característica de polarização, este nível de radicalização. Isso vem depois deste período do 8 de janeiro e assume essa proporção. Todos os brasileiros desejam o que? Finalizar com ela. O povo brasileiro quer um governo de entregas", argumentou, em entrevista à Jovem Pan News nesta segunda-feira (6).
Caiado foi escolhido pelo PSD como seu nome ao Planalto após a desistência do governador paranaense, Ratinho Júnior, e a disputa interna com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Leite vinha defendendo que seu nome representaria uma identidade ao centro que, na visão dele, o PSD precisaria fixar a si.
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Para Caiado, a pacificação do país só seria possível com a anistia "ampla, geral e irrestrita". A expressão surgiu na década de 1970, durante a redemocratização, e voltou a aparecer no debate público após as prisões do 8 de janeiro e a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A proposta, porém, foi desidratada pelo deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP). Hoje, a oposição tem um projeto de lei vetado pelo presidente Lula (PT) que reduz penas. O veto ainda precisa ser analisado.
De acordo com o governador, o que o eleitorado quer nas eleições de 2026 "não é uma centro-direita que grita", mas "uma centro-direita que entrega". Ele também acenou ao antipetismo, defendendo que o PT não seja mais "alternativa competitiva" no cenário eleitoral, uma vez que "roubou o futuro dos brasileiros".
"Se nós fatiarmos o processo de pacificação no país e de devolver aos brasileiros o que os brasileiros desejam, em forma de entregas, [...], você vai ver que é isso que o brasileiro, que o jovem, que todos desejam, não é um governo atrasado", concluiu.








