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Presidenciável

Caiado diz que PT prefere Flávio no segundo turno: “É um presente de Natal”

Caiado também buscou se diferenciar de Flávio Bolsonaro ao falar sobre o agronegócio
Caiado também buscou se diferenciar de Flávio Bolsonaro ao falar sobre o agronegócio (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

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O ex-governador de Goiás e presidenciável Ronaldo Caiado (União Brasil) afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) teria interesse em disputar o segunto turno das eleições contra Flávio Bolsonaro (PL) por considerar o senador um adversário mais vulnerável.

Em entrevista ao canal MyNews nesta segunda-feira (3), Caiado disse que Flávio seria um “presente de Natal” para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O PT quer enfrentar Flávio Bolsonaro porque ele é um presente de Natal. Ele vai passar a campanha inteira se explicando, enquanto eu vou discutir minha história política e minha trajetória de vida”, disse.

Segurança e críticas ao governo Lula

Na área de segurança pública, Caiado afirmou que facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho construíram um “estado paralelo” no Brasil.

Ele acusou o governo Lula de ser “conivente” com o avanço do narcotráfico e apresentou Goiás como exemplo de política de combate à criminalidade.

Caiado citou índices de aprovação de sua gestão e afirmou que o estado conseguiu reduzir a violência. Em contraponto, criticou a segurança pública da Bahia, governada pelo PT.

"O PT da Bahia hoje mata mais do que a guerra na Ucrânia”, afirmou.

Ao falar sobre atuação policial, Caiado defendeu uma postura mais rigorosa contra criminosos. “A minha polícia entra para proteger a família. Bandido não vai ameaçar a polícia minha não”, afirmou.

Anistia a Bolsonaro e críticas econômicas

Caiado também prometeu conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) logo no início de um eventual mandato. Ele defendeu uma anistia “ampla, geral e irrestrita” para encerrar as disputas judiciais envolvendo o ex-presidente.

Para Caiado, a manutenção das punições aumenta a polarização política e impede o país de concentrar esforços em temas como saúde, emprego e economia.

Ele citou a anistia concedida por Juscelino Kubitschek a militares rebelados como exemplo histórico de pacificação.

Na economia, o ex-governador atribuiu a alta da taxa de juros ao que chamou de “irresponsabilidade fiscal” do governo Lula. Ele criticou gastos e créditos extraordinários autorizados pela União e afirmou que a redução dos juros depende de equilíbrio nas contas públicas.

Recado para Flávio e disputa pelo agro

Caiado também buscou se diferenciar de Flávio Bolsonaro ao falar sobre o agronegócio. Produtor rural e ex-presidente da União Democrática Ruralista (UDR), o ex-governador afirmou que representa o “agro raiz”.

“Eu sou o agro raiz, eu não sou sabor agro”, disse, em uma crítica indireta a adversários que, segundo ele, utilizariam o setor apenas como discurso político.

Na entrevista, Caiado reconheceu que ainda precisa ampliar sua presença nas redes sociais, mas afirmou que passou a contar com uma equipe especializada para fortalecer sua comunicação digital.

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