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Eleições 2026

Caiado quer promotor jurado de morte pelo PCC como ministro da Segurança Pública

Caiado quer Gakiya no comando da Segurança Pública e propõe integrar PF, Forças Armadas e inteligência contra o crime organizado.
Caiado quer Gakiya no comando da Segurança Pública e propõe integrar PF, Forças Armadas e inteligência contra o crime organizado. (Foto: Lucas Diener/Governo de Goiás)

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O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) quer colocar um dos principais nomes do combate ao crime organizado no comando de sua proposta de Ministério da Segurança Pública. Nesta segunda-feira (10), em São Paulo, o ex-governador de Goiás anunciou a intenção de nomear o promotor de Justiça Lincoln Gakiya para a pasta, caso seja eleito.

A escolha coloca no centro do projeto um promotor que se tornou alvo de um plano de ataques atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Em 2023, a Polícia Federal identificou uma ação criminosa que previa homicídios e sequestros de autoridades. Gakiya e o então senador Sergio Moro (União Brasil-PR) estavam entre os alvos.

Para Caiado, a trajetória do promotor no enfrentamento às facções justifica a indicação. O candidato destacou a atuação de Gakiya e afirmou que pretende levá-lo para a estrutura federal de segurança.

“Talvez seja um dos homens que eu mais admiro pelo combate que ele tem durante uma vida. Ele é uma pessoa mais determinada em combate ao crime organizado no Brasil. Então eu quero que ele assuma esse ministério”, afirmou.

Gakiya defende penas maiores e integração contra organizações criminosas

Gakiya integra o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e atua há anos em investigações contra organizações criminosas. O promotor também participou do processo que resultou na transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, para uma penitenciária federal.

Em novembro de 2025, durante depoimento à CPI do Crime Organizado, o promotor defendeu penas mais rígidas para integrantes de facções. Na ocasião, Gakiya apontou a falta de integração entre os órgãos de segurança como um dos obstáculos ao enfrentamento das organizações criminosas. Ele defendeu estruturas permanentes de cooperação entre o Ministério Público, as polícias estaduais, a Polícia Federal, a Receita Federal e o sistema prisional.

O promotor também defendeu que condenados por crimes relacionados a facções permaneçam por mais tempo em regime fechado. Em maio de 2026, Gakiya criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Ele classificou a medida como “gravíssima” e afirmou que ela poderia produzir efeitos sobre o sistema financeiro brasileiro.

Caiado propõe Ministério da Segurança sob comando direto da Presidência

A escolha de Gakiya integra uma mudança maior na estrutura de segurança proposta por Caiado. O candidato quer criar um Ministério da Segurança Pública ligado diretamente à Presidência da República.

Segundo ele, a pasta faria parte de um sistema nacional destinado a proteger a soberania e concentrar informações estratégicas sobre organizações criminosas.

“Isso aqui é um sistema integrante de proteção à soberania nacional. Agora aqui está ligado ao presidente da República”, afirmou.

O modelo prevê a integração de órgãos de segurança e inteligência. A estrutura também envolveria a Polícia Federal e as Forças Armadas na articulação de informações e ações contra o crime organizado.

Com isso, a proposta pretende ampliar a coordenação entre instituições que hoje atuam em diferentes frentes. O plano também prevê mecanismos para bloquear e recuperar recursos movimentados por organizações criminosas.

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