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O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), sugeriu três nomes do MDB para o posto de candidato a vice-presidente na chapa do presidente Lula (PT): o ministro dos Transportes, Renan Filho; o governador do Pará, Helder Barbalho; e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.
Em entrevista à Folha de São Paulo divulgada nesta quinta-feira (26), o ex-governador do Ceará avaliou que, de um modo geral, é interessante que o vice-presidente seja mantido na corrida pela reeleição. Na atual conjuntura, porém, considerando que "o país está muito polarizado", ele projeta a necessidade de "ampliar o arco de alianças" o máximo possível.
"Vejo dois grandes nomes. Primeiro o do Renan Filho. Tem sido um grande ministro, jovem, talentoso. E o outro nome é o governador do Pará, Helder Barbalho. A prioridade é do Alckmin, mas, se for o caso de ampliar, dois bons nomes do MDB são esses. E tem também a Simone Tebet, outro grande nome", opinou o ministro.
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Camilo defende que haja o debate do tema na mesa do PT, apontando para uma fala de Lula em que o petista menciona um "papel a cumprir" por Alckmin em São Paulo. A chapa no estado passa por incertezas em meio à negativa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), em concorrer a governador.
Já Tebet deve concorrer ao Senado por São Paulo e deve enfrentar o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP). Outra ministra de Lula, Marina Silva (do Meio Ambiente), tem oscilado em sua intenção de se lançar na disputa pela Rede.
Sobre a disputa pela Presidência, o petista classificou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como alguém que "dá trabalho" na disputa, por ser "a força do bolsonarismo", especialmente em conjunto com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). "Não tem espaço para a terceira via hoje. Dependendo do número de candidatos a presidente, a eleição vai ser decidida no primeiro turno", completou.








