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"Interferência estrangeira"

Campanha de Lula pede para TSE apurar suspensão de embaixada dos EUA na eleição

“Enquanto for presidente, ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora”, diz Lula
Em comícios, Lula tem acusado EUA de interferir na eleição (Foto: EFE/Andre Borges)

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A defesa de campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inseriu, em processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), informações sobre a decisão dos Estados Unidos de suspender os serviços consulares em sua embaixada em Brasília.

O governo americano anunciou a medida por “preocupações de segurança”, sem esclarecer os motivos concretos. Para os advogados de Lula, a decisão se dá no contexto de suposta interferência dos EUA nas eleições brasileiras.

“Um gesto diplomático anômalo dessa magnitude, deflagrado por Estado estrangeiro no exato interregno eleitoral, projeta instabilidade sobre o ambiente do pleito e se insere, como desdobramento, na mesma frente institucional-diplomática descrita na inicial, cuja repercussão eleitoral deve ser valorada por Vossa Excelência”, diz o pedido apresentado pela coligação de Lula ao ministro Sebastião Reis Júnior, do TSE.

Na semana passada, a campanha pediu ao TSE a cassação do registro de candidatura do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, sob a acusação de que ele estaria atuando junto à Casa Branca para influenciar o resultado da disputa contra Lula.

A ação de investigação judicial eleitoral (Aije) acusa Flávio de abuso de poder econômico, político e dos meios de comunicação. Uma eventual condenação poderia cassar sua candidatura, ou, em caso de vitória eleitoral, cassar o mandato e torná-lo inelegível por 8 anos.

O PT também acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar a suposta “interferência estrangeira” dos EUA na disputa eleitoral. Alega que as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, a sanção da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes e a participação de empresários brasileiros próximos de políticos americanos na campanha de Flávio Bolsonaro seriam intervenções indevidas no pleito.

O pedido foi direcionado ao ministro Flávio Dino, ex-titular do Ministério da Justiça no governo Lula, num processo sem relação direta com o caso, que trata do direito de municípios processarem mineradoras no exterior. Dino ainda não despachou sobre o pedido no STF.

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