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A direita catarinense se dividiu e até brigou em público. No fim, prevaleceu a aposta de Jair Bolsonaro e as duas vagas no Senado são do PL. Carol de Toni e Carlos Bolsonaro venceram a eleição deste domingo (4), deixando Esperidião Amin (PP) em terceiro. Na sequência ficaram Décio Lima (PT), Afrânio Boppré (PSOL) e Lunelli (MDB).
Com mais de 94% das urnas apuradas, Carol tem 33,43% dos votos válidos. Carlos aparece com 25,21%. Já Espiridião soma 15,36% e não tem mais chance de ser eleito.
A principal dúvida não era se a direita venceria, mas quem sairia fortalecido: a dupla do PL ou uma de suas lideranças mais tradicionais. Mas o veterano Amin, que buscava a reeleição, também é um aliado de Bolsonaro. Sua derrota, portanto, mostra que nem seu longo histórico no estado bastou para superar a escolha do ex-presidente.
Carol de Toni construiu sua carreira em Santa Catarina, ganhou projeção como deputada federal e fez da defesa de pautas conservadoras sua marca registrada. Carlos Bolsonaro, por sua vez, deixou a Câmara Municipal do Rio de Janeiro e apostou no sobrenome para chegar ao Senado por outro estado. Mas essa dobradinha, agora vitoriosa, deu trabalho para se formar nos bastidores.
Antes da entrada de Carlos, a ideia era juntar Carol e Amin. Depois, o PL chegou a escolher Carlos e Amin, deixando Carol de fora. Então ela anunciou que sairia do partido.
A solução foi uma chapa com os dois nomes do PL, excluindo Amin da aliança. Nem assim a novela terminou: a deputada estadual bolsonarista Ana Campagnolo criticou a candidatura de Carlos e foi cobrada publicamente por Flávio Bolsonaro para apoiar seu irmão. A dupla, porém, contava com o aval de quem bateu o martelo: Jair Bolsonaro.
Com Carol e Carlos, a direita ganha dois votos no Senado para reforçar a agenda conservadora e pressionar o STF — uma vitória política que é, acima de tudo, de Jair Bolsonaro.




