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O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), foi reeleito ao cargo neste domingo (4), primeiro turno das eleições 2026.
Com 96,96% das seções eleitorais totalizadas, Elmano de Freitas registrou 52,9% dos votos válidos (2,78 milhões de votos), superando o candidato Ciro Gomes (PSDB), que ficou na segunda colocação, atingindo 46,5% dos votos válidos (2,44 milhões de votos).
Conforme divulgação oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os demais candidatos a governador do Ceará obtiveram a seguinte votação: Delegado Huggo (Missão) 0,32% dos votos (17 mil votos); Vera Lúcia (Novo), 0,11% ou 5,7 mil votos; Serley Leal (UP), 4.289 ou 0,08% dos votos; Zé Batista (PSTU), 2.132 votos ou 0,04%; Danilo Soares (Democrata) 0,03% (1.722 votos) e Ieri Braga (PCO), 460 votos ou 0,01%.
O primeiro turno da eleição ao governo cearense foi marcado pela forte polarização entre Ciro Gomes e Elmano de Freitas, troca de acusações e bate-boca durante os debates.
Guinada à direita de Ciro Gomes tem aliança com PL após atrito com Michelle Bolsonaro
Depois de disputar as últimas eleições presidenciais pelo PDT, o ex-governador Ciro Gomes voltou para o PSDB para disputar novamente o comando do Ceará, em uma coligação de centro-direita com o PL e com a federação União Progressista.
Desde o retorno ao PSDB, em outubro do ano passado, Ciro demonstrava disposição de concorrer ao governo cearense com apoio de partidos de direita que não tinham um nome de peso para fazer frente ao governador Elmano de Freitas. O nome do ex-governador cearense chegou a ser cotado pela liderança tucana para uma nova disputa presidencial, mas Ciro Gomes optou por encabeçar o projeto de oposição ao petismo no Ceará.
A aliança com o PL de Jair Bolsonaro, desafeto e adversário de Ciro Gomes nas eleições de 2018 e de 2022, foi costurada com o presidente estadual da sigla, o deputado federal André Fernandes (PL). A coligação teve a candidatura do pai do parlamentar, Alcides Fernandes (PL), ao Senado com apoio de Ciro Gomes.
Ainda durante o período pré-eleitoral, a decisão provocou reação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que além de criticar o apoio a Ciro, cobrou a indicação da aliada Priscila Costa (PL) para disputar uma das duas vagas ao Senado.
Com a recusa do partido, Michelle criticou publicamente a liderança do PL e também o enteado, Flávio Bolsonaro (PL). Depois disso, a ex-primeira-dama fez as pazes com a sigla e com Flávio, em apoio à campanha presidencial da direita.
Campanha de Elmano de Freitas teve reforço de ex-governador petista
Em 2022, o governador petista Elmano de Freitas venceu o pleito estadual, como sucessor de Camilo Santana (PT). Ele contou com o apoio do antecessor Camilo Santana na campanha pela reeleição no Ceará.
Para fazer frente à força eleitoral de Ciro Gomes, Santana deixou o Ministério da Educação e voltou ao cargo de senador para participar diretamente da campanha de Freitas no estado cearense.
Santana chegou a ser cotado para disputar o governo no Ceará, mas o PT manteve a candidatura pela reeleição de Freitas, com participação direta do ex-ministro do governo Lula na campanha petista.
Segurança pública é área prioritária para a próxima gestão estadual no Ceará
O estado é um dos que mais registra homicídios (morte com intenção de matar) no país, tendo visto o crime organizado ampliar o domínio territorial, principalmente na capital Fortaleza. Segundo o Mapa da Violência de 2026, a Região Nordeste é o epicentro de mortes violentas no Brasil.
A Bahia registrou 40,9 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto a taxa em Pernambuco foi de 37,3 e, no Ceará, 34,3 — os índices ficam atrás apenas do Amapá (45,7), na Região Norte. Assim, o combate ao crime se tornou uma das principais bandeiras da campanha de 2026.
Com as dificuldades no enfrentamento ao crime organizado durante o primeiro mandato, o governador cearense passou a adotar um discurso “linha-dura” na segurança pública. No final do ano passado, parabenizou a Polícia Militar por uma operação que resultou na morte de sete integrantes do Comando Vermelho.
O domínio das facções no Ceará chegou a impactar o serviço de internet durante a gestão de Freitas devido a ataques e ameaças à infraestrutura e aos funcionários das empresas.







