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Eleições 2026

Cláudio Castro renuncia ao governo do Rio na véspera de julgamento no TSE

Cláudio Castro renuncia ao governo do Rio na véspera de julgamento no TSE
Cláudio Castro pretende disputar uma vaga ao Senado. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou ao cargo nesta segunda-feira (23) para disputar uma vaga ao Senado. A saída acontece na véspera da retomada do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode cassar seu mandato e torná-lo inelegível.

“Hoje eu encerro o meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos. Sou pré-candidato ao Senado. Saio de cabeça erguida e de forma grata”, disse.

Vice de Castro, Thiago Pampolha (MDB) renunciou em maio de 2025 para assumir uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

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Seguindo a linha sucessória, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), deveria assumir o governo. No entanto, ele foi afastado da função pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bacellar é investigado pelo suposto vazamento de informações sigilosas da operação contra o ex-deputado estadual Thiago dos Santos Silva, o “TH Joias”, apontado pela Polícia Federal como aliado do Comando Vermelho.

Com isso, o presidente do Tribunal de Justiça (TJRJ), desembargador Ricardo Couto, assume interinamente o governo do Rio. Caberá a Couto organizar a eleição indireta na Alerj para definir quem comandará o estado até a escolha de um novo governador.

Castro era vice do ex-governador Wilson Witzel, que deixou o cargo em 2021 após um processo de impeachment. Em 2022, ele foi reeleito no primeiro turno das eleições.

TSE tem dois votos pela cassação e inelegibilidade de Castro

O TSE julga Castro, Pampolha, Bacellar e outras 10 pessoas por suposto abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022. Eles negam qualquer irregularidade.

A acusação trata da contratação de 27 mil funcionários temporários na Fundação Centro Estadual de Pesquisa e Estatística do Rio (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que teriam atuado como cabos eleitorais no pleito.

A ministra Isabel Gallotti, relatora do caso, votou pela cassação do mandato e a inelegibilidade de Castro. Para Gallotti, o governador ocupou um "papel central" na "articulação do esquema ilícito com fins eleitorais" com objetivo de “construir um projeto de poder”. Ela também defendeu a cassação do mandato de Bacellar.

O ministro Antonio Carlos Ferreira acompanhou o entendimento da relatora. Em seguida, o ministro Nunes Marques pediu vista (mais tempo para análise). O julgamento será retomado nesta terça (24).

Ainda precisam votar os ministros Floriano Azevedo, Estela Aranha, Nunes Marques, André Mendonça e a presidente do TSE, Cármen Lúcia.

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