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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno, declarou apoio ao colega Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta segunda-feira (5) ao segundo turno da eleição presidencial. Na véspera, o político fluminense terminou a votação com 47% dos votos válidos contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Após um processo eleitoral conturbado em que cogitou não se candidatar ao cargo, Cleitinho terminou a eleição no fim de semana com 55,4% dos votos válidos. Ele afirmou que seria apoiador de Flávio desde o início do ano, quando começaram as negociações para a candidatura do senador.
“Eu já tinha falado em janeiro quando o Flávio estava oficializando sua candidatura dizendo que, se eu viesse pré-candidato a governador, daria esse apoio. [...] Eu estou disposto, mas ainda não conversei com ele”, afirmou Cleitinho em entrevista à GloboNews.
Segundo o senador, um dos principais assuntos que tratará com Flávio para encorpar seu apoio será a discussão da dívida bilionária do estado de Minas Gerais com a União, que soma atualmente cerca de R$ 160 bilhões. Este foi um dos principais motivos de crise entre o ex-governador Romeu Zema (Novo-MG) e o presidente Lula.
“É uma das coisas que eu quero impor, são interesses do povo de Minas e meus interesses, que a gente possa negociar essa dívida. Que as prestações que a gente paga possam ser revertidas para a infraestrutura e investimentos dentro do estado. Tem muita competência que não é só do estado, é do governo federal”, disse.
A negociação da dívida de Minas Gerais com a União está em fase de consolidação do plano de pagamento por meio do PROPAG, o novo programa federal de renegociação de dívidas que substituiu o contestado Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Minas Gerais voltou a pagar regularmente o débito e as parcelas mensais giram em torno de R$ 101 milhões a R$ 105 milhões.
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O estado de Minas Gerais ainda propôs abater cerca de R$ 96 bilhões entregando participações de empresas estatais à União (como a Copasa — que teve a privatização autorizada —, Cemig e Codemge). Os juros foram zerados, incidindo sobre o estoque apenas a correção pelo IPCA. Se o estado mantiver o repasse de ativos e investimentos em áreas estratégicas como educação, a taxa de juros real permanece em 0%.
“Assim que o Flávio me ligar e a gente conversar sobre a questão desse segundo turno, eu também vou pedir que Minas Gerais possa ter a atenção dele”, completou o senador.








