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Promessa frustrada

Cleitinho diz que Lula perdeu o primeiro turno para a picanha mais cara

Cleitinho Azevedo
Governador eleito de MG afirma que o custo de vida pesa no eleitorado e critica promessa de Lula sobre picanha e cerveja. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

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O governador eleito de Minas Gerais, senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está perdendo a eleição para o aumento do custo de vida, simbolizado principalmente pela picanha mais cara. A crítica faz referência à promessa de campanha de 2022, quando o petista afirmou que os brasileiros voltariam a “comer picanha e tomar cerveja”.

Na avaliação do governador eleito, o preço dos alimentos e as despesas do dia a dia estão entre as principais preocupações da população e podem influenciar o comportamento dos eleitores. Lula ficou atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno por uma diferença de pouco mais de dois milhões de votos.

“O Lula prometeu que ia dar picanha. Fez uma promessa de impacto para quem está vendo ali um cidadão trabalhador ouvir que vai ter picanha. Aí chega o governo dele e você olha o custo de vida do cidadão brasileiro”, disse Cleitinho em entrevista ao site Poder360 publicada nesta sexta-feira (9).

Cleitinho Azevedo também atribuiu a Flávio Bolsonaro a capacidade de identificar essa demanda e transformá-la em uma das principais pautas de sua candidatura.

“O que mais hoje o povo reclama é a questão do custo de vida do cidadão. Isso está tendo um impacto muito grande no dia a dia do trabalhador”, declarou.

A discussão ganhou repercussão após uma entrevista recente de Lula ao Flow Podcast em que minimizou o aumento dos preços dos alimentos. Ele afirmou que se o cidadão “não tiver dinheiro para comprar carne, a gente compra ovo. Se não tiver ovo, a gente compra salada”.

Cleitinho também criticou a condução política de Lula e afirmou que o presidente não cumpriu a expectativa de reduzir a polarização no país. Para o governador eleito, o petista deveria adotar uma postura de conciliação, considerando a experiência acumulada nos dois mandatos anteriores.

“Olha a questão do 8 de Janeiro e a injustiça que, na minha visão, foi cometida com aquelas pessoas. E ele continua jogando mais lenha na fogueira, em vez de pacificar o país”, disse.

Ao comentar a candidatura de Flávio Bolsonaro, Cleitinho defendeu que o senador mantenha a capacidade de ouvir diferentes grupos e dialogar com adversários políticos. Segundo ele, a postura demonstrada durante os quatro anos de convivência no Congresso contribuiu para a trajetória eleitoral do candidato do PL.

“Flávio é uma pessoa extremamente humilde, ponderada e equilibrada”, declarou Cleitinho.

Na avaliação do governador eleito, essas características também devem orientar uma eventual presidência de Flávio Bolsonaro, com abertura ao diálogo entre diferentes setores políticos.

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