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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) reafirmou, nesta quarta-feira (29), a disposição de disputar o governo de Minas Gerais, em meio ao impasse com o Republicanos sobre sua pré-candidatura.
Mais cedo, o partido divulgou uma nota informando que não considera mais o senador como seu pré-candidato ao Palácio Tiradentes. Segundo a legenda, a decisão foi motivada pela ausência de uma confirmação definitiva de Cleitinho dentro do prazo estabelecido.
Apesar da posição do Republicanos, a assessoria do senador sustentou ao longo de todo o dia que ele continua disposto a concorrer ao governo estadual.
Diante do impasse, Cleitinho convocou uma coletiva de imprensa, em Divinópolis (MG), para explicar os motivos que o impediram de confirmar oficialmente sua pré-candidatura até o momento.
Segundo o senador, a morte recente de seu irmão o impediu de participar da convenção do partido. Ainda assim, afirmou que o Republicanos já havia recebido sua manifestação favorável à pré-candidatura e que a divergência dizia respeito apenas aos prazos para a formalização da decisão.
Cleitinho também afirmou que continua dentro do cronograma acertado com o partido para o lançamento de sua pré-candidatura e disse esperar uma conversa com o presidente estadual do Republicanos para solucionar o impasse.
Republicanos alega falta de compromisso de Cleitinho
Na nota divulgada mais cedo, o Republicanos afirmou que "sempre tratou com entusiasmo, respeito e seriedade a possibilidade de o senador Cleitinho Azevedo disputar o Governo pela legenda. Este entusiasmo, porém, não foi correspondido até o dia da Convenção".
Em outro trecho, a legenda declarou que "trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo".
Horas antes da coletiva, Deusélis Braga André Filho, presidente do movimento Influenciadores do Brasil e aliado de Cleitinho, divulgou uma nota segundo a qual a decisão do Republicanos teria como pano de fundo um suposto acordo envolvendo o Palácio do Planalto para alterar o cenário da disputa em Minas Gerais.
Impasse
A indefinição começou quando Cleitinho, apesar de liderar as pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas, passou a adiar repetidamente o anúncio sobre sua candidatura.
Enquanto isso, o PL manteve as articulações em compasso de espera e chegou a preparar um plano alternativo caso o senador desistisse da corrida.
Em vez de confirmar ou descartar a disputa, o senador fez declarações ambíguas, afirmou que deixaria a decisão para o último dia do prazo das convenções.
Na terça-feira (28), o senador publicou um vídeo nas redes sociais, e parte da imprensa interpretou o conteúdo como um sinal de que ele concorreria ao Palácio Tiradentes.
No sábado (25), o Republicanos realizou sua convenção estadual sem homologar a candidatura de Cleitinho, que não compareceu ao evento por estar de luto pela morte do irmão.







