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A campanha de 2026 acumula uma coleção de episódios curiosos. Teve plano de governo que prometia celular de última geração, ex-deputado que pôs em dúvida a identidade do presidente e candidato que admitiu estar "perdido".
A maior parte dos protagonistas não se elegeu e houve quem tenha desistido da disputa. Um deles conquistou vaga na Câmara dos Deputados. Relembre cinco episódios desta corrida eleitoral.
Cinco episódios curiosos marcam a eleição de 2026
Plano de governo promete iPhone a quem fizer curso de empreendedorismo
O plano de governo de Leonardo Avalanche (PRTB), entregue ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), prometia "um iPhone de última geração com um ano de internet grátis" a todo brasileiro que concluísse um curso de empreendedorismo do governo.
Os recursos viriam da verba de publicidade do governo federal, alegou o candidato. Avalanche foi indicado pelo partido para substituir Pablo Marçal (PRTB), que teve o registro barrado pelo TSE. No entanto, Avalanche desistiu da candidatura em 30 de setembro.
Cabo Daciolo põe em dúvida a identidade de Lula
O ex-deputado Cabo Daciolo (Mobiliza) disse em entrevista ao Fala Glauber Podcast, exibido em 2 de julho, que não acredita que o presidente seja a pessoa que aparece em eventos públicos.
"Eu não acredito que esse cara seja o Lula, simples assim", afirmou, sem apresentar provas. O partido não o lançou à Presidência, e ele disputou o governo do Amazonas. Terminou com 1,75% dos votos válidos.
Candidatos da eleição de 2026 usam nomes de famosos na urna
Na hora de escolher o nome de urna, parte dos candidatos recorreu à semelhança com famosos. O pecuarista Vilmar Rigo concorreu a deputado federal como Bolsonaro da Shopee (Novo-MT), pela semelhança física com o ex-presidente.
O piloto Plínio Vicentin Junior virou Plínio Trump (Novo-MG), com o slogan "Make Minas great again". O marceneiro Walcy Vieira, apontado como sósia do vocalista dos Rolling Stones, disputou como Walcy Vieira - Mick Jagger (PT-GO).
Também estiveram nas urnas um Gugu Liberato (Avante-SE), um Faustão (PP-MG), cujo nome de urna consta do próprio registro civil, e Xuxa do Amazonas (Mobiliza-AM), candidato ao Senado que em 2016 disputou vaga de vereador em Manaus como Milton Xuxa.
Levantamento da Gazeta do Povo nos registros do TSE mostra ainda Vovó Tsuname (Podemos-MG), Batata (PRD-RJ) e Keila "Acaba Não Mundão" (PL-RJ). Zé Ninguém (Mobiliza-RJ), que soma sete candidaturas anteriores, chegou a se registrar para deputado federal, mas renunciou e não apareceu na urna. Nenhum dos outros citados se elegeu.
Há regras para a escolha: o nome de urna pode ter até 30 caracteres e não pode ser considerado ridículo ou irreverente pela Justiça Eleitoral.
Cantor de "Caneta Azul" não cita propostas e fica fora da Câmara
Conhecido pela música "Caneta Azul", o cantor Manoel Gomes (Avante) disputou uma vaga de deputado federal por São Paulo. Em abril, ainda pré-candidato, foi questionado numa entrevista de rádio sobre o que faria nas áreas de saúde, segurança e educação.
"Isso aí a minha equipe vai passar para mim direitinho", respondeu. E admitiu: "Por ora, estou perdido na história". Em outro programa, também em abril, evitou citar qualquer projeto e ouviu do crítico musical Régis Tadeu: "Você não sabe o que é um deputado federal".
Com mais de 6 milhões de seguidores e R$ 1,2 milhão do fundo eleitoral repassado pelo partido, terminou com 7.239 votos e não se elegeu.
Justiça Eleitoral apreende quadro de Bolsonaro em ato de campanha
Em Teresópolis (RJ), agentes do TRE-RJ apreenderam um quadro com a imagem de Jair Bolsonaro (PL) durante um ato de campanha do candidato a deputado federal Rafael Satiê (PL), em 21 de setembro. "O Bolsonaro é candidato?", perguntou Satiê.
Dias antes, uma liminar do TSE havia proibido santinhos com a imagem do ex-presidente. Depois, o plenário da Corte derrubou a decisão. Em 28 de setembro, a Justiça Eleitoral mandou devolver o quadro. Satiê foi eleito deputado federal.








