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Eleições 2026

“Custo do voto” para governador vai de R$ 0,18 a R$ 7,40; veja o ranking

Seção eleitoral com uma cabine de votação branca ao fundo, no centro da imagem. Na cabine estão escritos “Justiça Eleitoral” e “Cabina de votação”, com o brasão da República entre os dois textos. Na base da cabine aparece a urna eletrônica. Em primeiro plano, fora de foco, um homem de casaco preto se inclina sobre a mesa e escreve em um papel. Do outro lado da mesa, três mesários estão sentados, também fora de foco: uma mulher de casaco rosa, um homem de barba e camiseta azul e uma mulher de cabelo castanho. Na mesa há um aviso em papel com a frase “Deixe seu celular aqui” e uma seta para baixo.
Eleitor diante da cabine de votação: maior campanha a governador teve um dos votos mais baratos do país. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

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O voto para governador em 2026 "custou" de R$ 0,18 a R$ 7,40, considerando as despesas contratadas declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até agora e os votos recebidos no primeiro turno. A Gazeta do Povo calculou o custo do voto de 14 candidatos em 11 estados e no Distrito Federal.

A maior campanha ficou longe do voto mais caro da lista. Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito em São Paulo, declarou R$ 25,5 milhões em despesas, mais que qualquer outro candidato analisado. Como também foi o mais votado, com 14,5 milhões de votos, o gasto se diluiu: R$ 1,76 por voto, o terceiro menor valor da lista.

O menor custo do voto ficou em Minas Gerais. Com R$ 1,15 milhão em despesas, Cleitinho (Republicanos) fez 6,3 milhões de votos e venceu no primeiro turno, a R$ 0,18 por voto. O voto de Tarcísio custou quase dez vezes mais.

Na outra ponta está Celina Leão (PP), que disputa o segundo turno no Distrito Federal: R$ 7,40 por voto, considerando a votação do primeiro turno. A prestação de contas dela é de 9 de outubro, posterior à apuração, e pode incluir gastos já feitos para o segundo turno.

Entre os eleitos, o voto mais caro foi o de Daniel Vilela (MDB), reeleito em Goiás, com R$ 3,61, quase 20 vezes o de Cleitinho. Vilela foi eleito vice-governador em 2022, na chapa de Ronaldo Caiado (PSD), então filiado ao União Brasil. O emedebista assumiu o governo em março, quando Caiado deixou o cargo para disputar a Presidência da República.

A análise considerou dez estados em que o governador foi eleito no primeiro turno (Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo), além do Distrito Federal e do Espírito Santo, onde a disputa vai ao segundo turno em 25 de outubro. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) foi declarado eleito no primeiro turno depois da retotalização dos votos.

As despesas constam no DivulgaCandContas, do TSE, e foram consultadas em 14 de outubro. O custo do voto é o total de despesas contratadas, que inclui gastos pagos e a pagar, dividido pelos votos obtidos no primeiro turno.

Nenhuma campanha declarou despesas acima do teto de gastos e os valores ainda são parciais: os eleitos no primeiro turno têm até 3 de novembro para prestar contas à Justiça Eleitoral. Para quem disputa o segundo turno, o prazo vai até 14 de novembro. Douglas Ruas e Ricardo Ferraço (MDB) só entregaram a prestação parcial, entre 2 e 4 de outubro, e os números deles ainda podem mudar.

Veja a lista dos governadores eleitos em 1º turno por custo do voto

Do voto mais caro, de R$ 3,61, ao mais barato, de R$ 0,18

Goiás

Daniel Vilela (MDB), reeleito

  • Total de votos: 2.148.218
  • Total de despesas contratadas: R$ 7.749.137,22
  • Custo por voto: R$ 3,61

Rio de Janeiro

Douglas Ruas (PL), eleito

  • Total de votos: 4.271.199
  • Total de despesas contratadas: R$ 15.287.222,82
  • Custo por voto: R$ 3,58
  • Derrotado no primeiro turno, Eduardo Paes (PSD) fez 3.706.984 votos e declarou R$ 15.855.248,62 em despesas. Custo por voto: R$ 4,28

Rio Grande do Sul

Zucco (PL), eleito

  • Total de votos: 3.516.048
  • Total de despesas contratadas: R$ 11.311.660,84
  • Custo por voto: R$ 3,22

Ceará

Elmano de Freitas (PT), reeleito

  • Total de votos: 2.875.573
  • Total de despesas contratadas: R$ 8.463.970,01
  • Custo por voto: R$ 2,94

Pernambuco

Raquel Lyra (PSD), reeleita

  • Total de votos: 2.805.438
  • Total de despesas contratadas: R$ 7.676.239,12
  • Custo por voto: R$ 2,74

Paraná

Sergio Moro (PL), eleito

  • Total de votos: 3.127.911
  • Total de despesas contratadas: R$ 7.942.238,58
  • Custo por voto: R$ 2,54

Santa Catarina

Jorginho Mello (PL), reeleito

  • Total de votos: 2.942.386
  • Total de despesas contratadas: R$ 7.468.485,90
  • Custo por voto: R$ 2,54

São Paulo

Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito

  • Total de votos: 14.491.874
  • Total de despesas contratadas: R$ 25.495.293,94
  • Custo por voto: R$ 1,76

Bahia

Jerônimo Rodrigues (PT), reeleito

  • Total de votos: 4.626.509
  • Total de despesas contratadas: R$ 6.610.910,66
  • Custo por voto: R$ 1,43

Minas Gerais

Cleitinho (Republicanos), eleito

  • Total de votos: 6.321.590
  • Total de despesas contratadas: R$ 1.153.007,46
  • Custo por voto: R$ 0,18

Veja o custo do voto no 1º turno em estados com 2º turno

Celina Leão, no Distrito Federal, tem o voto mais caro entre os 14 candidatos analisados: R$ 7,40

No Distrito Federal e no Espírito Santo, a disputa pelo governo será decidida em 25 de outubro. Veja quanto custou o voto de cada candidato no primeiro turno, consideradas as despesas declaradas até o dia 14/10.

Distrito Federal

Celina Leão (PP)

  • Total de votos: 825.530
  • Total de despesas contratadas: R$ 6.111.061,76
  • Custo por voto: R$ 7,40

Leandro Grass (PT)

  • Total de votos: 569.930
  • Total de despesas contratadas: R$ 1.526.202,97
  • Custo por voto: R$ 2,68

Espírito Santo

Lorenzo Pazolini (Republicanos)

  • Total de votos: 1.048.633
  • Total de despesas contratadas: R$ 5.208.444,50
  • Custo por voto: R$ 4,97

Ricardo Ferraço (MDB)

  • Total de votos: 719.397
  • Total de despesas contratadas: R$ 3.393.452,25
  • Custo por voto: R$ 4,72

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