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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), tenta articular a criação de um palanque único em sua pré-candidatura ao Senado, ou seja, sem candidatos de outros partidos.
Em entrevista ao Correio Braziliense divulgada nesta quinta-feira (26), o emedebista elogiou a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), também pré-candidata ao mesmo cargo, a quem chamou de "uma das maiores defensoras do bolsonarismo". Ele disse encarar com naturalidade a pretensão de Kicis ao Senado, mas reafirmou a estratégia de não se aproximar do PL, dizendo que os inimigos do MDB "são outros".
Na terça-feira (24), em entrevista ao Metrópoles, Ibaneis caminhou no mesmo sentido. Ele alegou que sua pré-candidatura possui o apoio de "um pool de partidos", mas defendeu que só haja um palanque de centro-direita no DF. "Entendo a fidelidade dos Bolsonaro à Bia, afinal, ela é uma das maiores escudeiras deles", completou.
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Neste ano, estão em disputa duas cadeiras ao Senado. A segunda candidatura apoiada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é a da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Em nível nacional, o governador declarou ao jornal O Globo que ainda não conversou com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto escolhido pelo ex-presidente.
Com a crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB), Ibaneis tem enfrentado desgaste. Na última sexta-feira (20), a Câmara Legislativa do Distrito Federal, comandada por seu correligionário Wellington Luiz (MDB), arquivou três pedidos de impeachment relacionados ao envolvimento do banco estatal no caso Master.
O governador, porém, minimizou o impacto, dizendo-se tranquilo e preocupado apenas com a situação do BRB, "que é um patrimônio da cidade". " O povo me adora e tenho muito a mostrar do trabalho que fiz ao longo desses oito anos. Vou às ruas todos os dias e a recepção da população é maravilhosa", alegou.








