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Desafio de campanha

Edinho Silva fala em “contaminação” de pesquisas com escândalos de corrupção

Presidente do PT aponta que campanha deve focar em discurso de independência das investigações.
Presidente do PT aponta que campanha deve focar em discurso de independência das investigações. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, evitou criticar as pesquisas eleitorais, dizendo que não é "negacionista", mas apontando para a classificação dos levantamentos como "fotografia do momento". Em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira (13), ele viu uma "contaminação" dos resultados diante dos escândalos envolvendo os descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e as fraudes no Banco Master.

Edinho revelou que a busca do PT pela reeleição do presidente Lula deve enfrentar os escândalos falando em independência das investigações. "Nós vamos continuar dialogando com o povo brasileiro e mostrando: olha, tudo isso que hoje apareceu no Brasil, porque teve uma época no Brasil em que as denúncias eram acobertadas, [...], no governo do presidente Lula, denunciou, vai ter investigação", alegou.

Nesta quarta-feira (11), o Futura Inteligência divulgou um levantamento que obteve 40,5% em intenções de voto a Lula no segundo turno contra 48,8% ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No mesmo dia, uma pesquisa da Quaest mostrou os dois numericamente empatados em 40%.

O ex-prefeito de Araraquara (SP) revelou que a campanha de Lula ainda está em fase de estruturação, com definição de pautas e regiões estratégicas. Durante sua fala, ele sinalizou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o programa Minha Casa, Minha Vida devem estar entre os temas que embasarão a defesa do PT por mais quatro anos no poder.

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Edinho atacou a oposição, que, segundo ele, tenta "desgastar o governo, muitas vezes criando fake news". Em meio à crítica, ele citou a subvenção ao diesel para argumentar que Lula está "focado em governar", tentando "tomar as medidas para que o povo brasileiro não sinta o impacto" da guerra entre Estados Unidos e Irã.

O sociólogo aproveitou a temática internacional para reforçar o discurso de soberania nacional. Sobre os conflitos no mundo, ele classifica a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como "agressiva", criticando as "vidas ceifadas" e o impacto econômico. Com a ação conjunta entre Estados Unidos e Israel, o Irã decidiu fechar o Estreito de Ormuz, canal de esgoamento de cerca de um quinto do petróleo mundial. A situação toca no combustível utilizado no modal rodoviário, principal meio de transporte de cargas no Brasil, e pode puxar a inflação em pleno ano eleitoral.

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