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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, evitou criticar as pesquisas eleitorais, dizendo que não é "negacionista", mas apontando para a classificação dos levantamentos como "fotografia do momento". Em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira (13), ele viu uma "contaminação" dos resultados diante dos escândalos envolvendo os descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e as fraudes no Banco Master.
Edinho revelou que a busca do PT pela reeleição do presidente Lula deve enfrentar os escândalos falando em independência das investigações. "Nós vamos continuar dialogando com o povo brasileiro e mostrando: olha, tudo isso que hoje apareceu no Brasil, porque teve uma época no Brasil em que as denúncias eram acobertadas, [...], no governo do presidente Lula, denunciou, vai ter investigação", alegou.
Nesta quarta-feira (11), o Futura Inteligência divulgou um levantamento que obteve 40,5% em intenções de voto a Lula no segundo turno contra 48,8% ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No mesmo dia, uma pesquisa da Quaest mostrou os dois numericamente empatados em 40%.
O ex-prefeito de Araraquara (SP) revelou que a campanha de Lula ainda está em fase de estruturação, com definição de pautas e regiões estratégicas. Durante sua fala, ele sinalizou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o programa Minha Casa, Minha Vida devem estar entre os temas que embasarão a defesa do PT por mais quatro anos no poder.
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Edinho atacou a oposição, que, segundo ele, tenta "desgastar o governo, muitas vezes criando fake news". Em meio à crítica, ele citou a subvenção ao diesel para argumentar que Lula está "focado em governar", tentando "tomar as medidas para que o povo brasileiro não sinta o impacto" da guerra entre Estados Unidos e Irã.
O sociólogo aproveitou a temática internacional para reforçar o discurso de soberania nacional. Sobre os conflitos no mundo, ele classifica a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como "agressiva", criticando as "vidas ceifadas" e o impacto econômico. Com a ação conjunta entre Estados Unidos e Israel, o Irã decidiu fechar o Estreito de Ormuz, canal de esgoamento de cerca de um quinto do petróleo mundial. A situação toca no combustível utilizado no modal rodoviário, principal meio de transporte de cargas no Brasil, e pode puxar a inflação em pleno ano eleitoral.








