
Ouça este conteúdo
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta sexta-feira (2) que não acredita em uma estratégia de “bala de prata” para atingir o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) às vésperas do primeiro turno da eleição, marcado para domingo (4). A declaração foi dada em São Paulo em meio a especulações sobre a possibilidade de notícias negativas contra o adversário surgirem na reta final da campanha.
Edinho foi questionado sobre a proibição das bets no Brasil e a fake news de que Flávio destituiria a Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil.
“Nunca acreditei em bala de prata. Essa versão eu nunca a defendi. Acho que eleição se define quando você debate a realidade do povo brasileiro […] A campanha é ganha com a construção de uma estratégia, que é global”, afirmou Edinho a jornalistas.
Sobre as bets, Edinho afirmou que Lula acompanha o tema com preocupação por ter ouvido relatos de pessoas que contraíram dívidas em razão das apostas. Na véspera, durante uma entrevista ao Flow Podcast, o presidente disse que não tomou a decisão antes porque “não sabia” dos problemas que as apostas online estavam causando nas famílias brasileiras.
“As bets se tornaram um grande instrumento de lavagem de dinheiro”, declarou o presidente do PT.
Lula editou uma medida provisória para proibir as bets no Brasil a apenas nove dias do primeiro turno da eleição presidencial em que tentará um quarto mandato no Palácio do Planalto. A proposta, que já está em vigor e é alvo de recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), tem duração de 120 dias e precisa ser votada pelo Congresso para virar lei – do contrário, perde a validade.
VEJA TAMBÉM:
Já em relação à crise envolvendo a Padroeira do Brasil, Edinho afirmou existir uma “guerra religiosa” e defendeu ações para impedir esse tipo de disputa. O dirigente também disse não saber “onde nasceu essa polêmica”, mas relacionou a repercussão atual a episódios anteriores envolvendo questionamentos sobre a santa.
“Mas por que ela toma a força que toma? Porque você já tinha precedente de questionamento da Nossa Senhora como padroeira do Brasil, tinha precedente de líderes religiosos ofendendo a imagem de Nossa Senhora, atacando a imagem de Nossa Senhora”, afirmou.
Segundo Edinho, também houve anteriormente um deputado que teria defendido mudança na nomenclatura da padroeira e, com a atuação das redes sociais, episódios anteriores podem ganhar nova dimensão.








