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Briga no campo da direita

Eduardo e Flávio Bolsonaro defendem união por vitória nas eleições: “contar com ‘todes’”

Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, em foto de arquivo de um desfile de 7 de setembro. (Foto: Joédson Alves / EFE)

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Sem citar nominalmente os envolvidos, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e seu irmão, o ex-deputado Eduardo, publicaram mensagens em que tentam contornar o mal-estar surgido entre figuras importantes de seu entorno político. Destacando que o objetivo principal não é "vencer a briga", mas sim a eleição, Flávio chegou a utilizar linguagem neutra para reforçar que todos são necessários em sua campanha.

“Tá todo mundo querendo vencer a discussão. Mas o que precisamos é ganhar a eleição! Gostaria de contar com todas, todos, todes, todys e todXs!”, escreveu ele em sua conta no X, junto a uma foto ao lado do pai, Jair Bolsonaro.

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Eduardo destacou que “o Brasil precisa de união” e que “ninguém discorda disso”. “Existem dois projetos muito bem postos: o do Lula e, do outro lado, o do Flávio. É muito claro para nós apoiar, da maneira que for, o Flávio. Se ele não for eleito, o Brasil vai seguir nesta página sombria”, afirmou em vídeo. Ele ainda declarou que “não é o dono da verdade”, que faz a “sua parte” e que o momento não permite “barganhas”.

Origem do conflito

O desentendimento na direita estaria colocado desde a convocação da manifestação do próximo dia 1º de março, feita pelo deputado federal (PL-MG) Nikolas Ferreira. Alguns aliados de Bolsonaro tefriam incomodado com a ausência do tema da anistia ou da redução de penas dos condenados pela suposta tentativa de golpe entre as pautas da manifestação convocada por Nikolas contra o STF.

O problema foi acirrado quando Eduardo Bolsonaro cobrou, na última sexta-feira, uma participação mais ativa de Michelle Bolsonaro e Nikolas na campanha de Flávio. Segundo Eduardo, ambos trocam apoios entre si nas redes sociais, mas estariam se esquecendo de apoiar o senador, o que ele classificou como “amnésia”.

Em entrevista após a declaração, o Nikolas ironizou a crítica, afirmando que não possui amnésia e que se recorda dos anos em que foi atacado. “Discordo que tenha amnésia; me recordo muito bem de todos os anos em que fui atacado injustamente”, rebateu, acrescentando que Eduardo “não está bem”.

Já Michelle Bolsonaro fez uma postagem na qual mostrava ter preparado rodelas de bananas fritas para o marido, Jair — um prato que, segundo ela, ele “gosta muito”. A publicação foi apagada pouco tempo depois. No entanto, o termo “Bananinha” é um apelido pejorativo dado a Eduardo pelo general Hamilton Mourão. “Se o sobrenome dele fosse Eduardo Bananinha, não haveria problema nenhum”, disse Mourão, ex-vice-presidente da República no governo Bolsonaro.

Em resposta, Eduardo repostou depois uma mensagem que dizia: "Continuem fritando banana enquanto o Flávio e o Eduardo estão trabalhando duro para resgatar o país". Ele também apagou a postagem posteriormente.

Adversários comemoram

A briga interna é celebrada por adversários políticos. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) publicou em seu perfil que a disputa ajuda a campanha de Lula.

“FOGO NO PARQUINHO! Enquanto eles brigam por likes e protagonismo, o povo quer quem governe de verdade. O Brasil precisa de trabalho, crescimento e cuidado. Rumo ao tetra de Lula!”, escreveu o parlamentar.

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