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Por meio do que intitulou "Manifesto ao Brasil", em suas redes sociais, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), confirmou sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PSD. O anúncio ocorreu nesta sexta-feira (6).
"O Brasil pode ser um país estável em um mundo instável. Pode ser potência energética e ambiental. Pode ser protagonista tecnológico. Pode oferecer prosperidade com democracia. Pode ser novo, diverso, criativo e ousado na direção de uma nação que lidera o seu futuro. Mas isso não acontecerá por inércia. Exige liderança, coragem e compromisso com as próximas décadas – não apenas com o próximo ciclo eleitoral. É com esta convicção, com fé e independência, que coloco meu nome à disposição do país", escreveu o governador.
O nome, na verdade, é um dos três que estão à disposição do PSD, de Gilberto Kassab. O governador do Paraná, Ratinho Jr (PSD), e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), também pretendem concorrer ao Planalto. Diante das opções, Kassab já admitiu que a legenda pode lançar uma chapa pura. Ratinho Jr, porém, revelou que a discussão é secundária na cúpula. O presidente da sigla é ligado ao Republicanos por meio do cargo de secretário estadual de Governo e Relações Institucionais de São Paulo.
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No anúncio, Leite destacou mudanças promovidas pela globalização e acenou ao centro, ao dizer que lamenta ver o país "dividido, fragmentado, excessivamente concentrado em disputas ideológicas e paroquiais que não produzem solução". Ele evitou concentrar críticas em um ou outro lado do espectro.
No manifesto, o governador citou a disputa comercial entre Estados Unidos e China, enquanto mencionou o Brasil como potência em matriz energética, ressaltando as reservas de água, a biodiversidade e os minerais estratégicos.
Ao propor um "novo pacto pela governabilidade democrática", o ex-tucano criticou o excesso de demandas políticas levadas ao Judiciário, uma vez que minam a previsibilidade. Ao tratar de grupos de interesses, ele colocou a Operação Lava Jato ao lado do escândalo no Banco Master, dos penduricalhos, da concessão de benefícios fiscais e dos desvios em emendas parlamentares.








