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O pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta terça-feira (4) que é a favor de mudanças na escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante sabatina promovida pelo portal O Antagonista, o ex-governador de Minas Gerais afirmou ser contrário a decisões monocráticas que suspendam medidas aprovadas pelo Congresso.
“Vamos acabar com decisões monocráticas. O Congresso vota uma coisa, no Supremo ‘um desvota tudo’. Eu quero que o presidente não tenha liberdade de escolher ministros do STF. Deve receber uma lista tríplice de notáveis para escolher a partir dela”, disse.
Segundo Zema, os indicados deveriam ter mais de 60 anos e longa trajetória jurídica ou acadêmica.
O pré-candidato também criticou o sigilo prolongado de informações relacionadas à administração pública. Segundo ele, atos do governo devem ter transparência.
“O que tem sigilo é operação policial. Administração pública não tem sigilo de 100 anos”, afirmou.
Zema defende reforma administrativa e privatizações
Zema afirmou que, se eleito, não pretende aumentar impostos para buscar o equilíbrio das contas públicas. O ex-governador defendeu redução de despesas, reformas estruturais e mudanças no modelo de gestão do governo federal.
Segundo Zema, o país precisa rever a expansão dos gastos públicos e adotar medidas para melhorar a eficiência da máquina estatal.
“O Brasil só vem crescendo, crescendo, crescendo. Daqui a pouco será que é 50% do PIB para o governo? Comigo vai começar a ter uma inflexão. Nós precisamos mudar o modelo mental que tem no setor público, que é só querer engordar”, afirmou.
Questionado sobre medidas para reduzir os juros e melhorar a confiança do mercado, Zema citou uma agenda baseada em reformas e desestatizações. O candidato afirmou que pretende revisar programas sociais, alterar regras previdenciárias, reformar a administração pública e ampliar privatizações.
“Nós vamos rever programas sociais, nós vamos fazer uma reforma da Previdência, nós vamos fazer uma reforma administrativa e privatizar. Se elas não forem aprovadas no primeiro ano, o mercado vai cobrar o preço”, disse.
Zema diz que não buscará reeleição e defende reformas sem aumento de impostos
O candidato também rejeitou a possibilidade de buscar ajuste fiscal por meio do aumento da carga tributária. Segundo ele, essa estratégia chegou ao limite para a população brasileira.
“O que ninguém aguenta mais é trazer o equilíbrio fiscal através de aumento de impostos”, afirmou.
Zema afirmou que não trabalha com um projeto de reeleição e que pretende concentrar o mandato em mudanças estruturais.
“Não tenho plano de reeleição, mas plano de mudanças. Eu não político de carreira. Não me importo em ser presidente de um mandato. Posso ser o presidente que adota medidas impopulares e que em quatro anos fez o que o Brasil precisa”, declarou.
Ex-governador cita redução de cargos em Minas Gerais
Durante a entrevista, Zema utilizou sua gestão em Minas Gerais como exemplo de medidas de contenção de despesas. Ele afirmou que reduziu cerca de 50 mil cargos na administração estadual e que a iniciativa gerou uma economia anual de aproximadamente R$ 4 bilhões.
Na sabatina, o candidato também apresentou sua trajetória no setor privado e na administração pública. Zema afirmou que sua experiência como empresário e governador demonstra capacidade para conduzir o país.
“O Brasil já teve um presidente que ralou e é empreendedor? Eu venho de uma família de imigrantes italianos que chegou aqui no Brasil para substituir mão de obra escrava na enxada. E tudo que conseguimos foi fornecer sem depender do Estado. E coube a mim redirecionar os negócios”, disse.
Ele afirmou que criou uma nova empresa que emprega mais de 5 mil pessoas e, posteriormente, assumiu o governo de Minas Gerais.
“Criei outra empresa que hoje dá mais de 5 mil empregos diretos. Depois recuperei Minas Gerais. Acho que não foi por acaso que fui reeleito no primeiro turno em 2022. E o estado hoje é um grande canteiro de obras em andamento, e não um cemitério de obras inacabadas”, declarou.
Zema fala sobre vice e critica contratação de mercenários
Ao comentar a formação da chapa, Zema afirmou que acredita na possibilidade de uma composição interna do Novo, mas disse que a definição ocorreria nesta quarta-feira (5).
Questionado sobre negociações de uma chapa com o Democracia Cristã, Zema respondeu que as conversas existem, mas reiterou que a composição interna segue como o cenário mais provável.
Sobre segurança e articulações políticas, o candidato afirmou que não pretende contratar apoio político por meio de acordos que considere inadequados.
“Se for para ficar comprando mercenário, eu não concordo”, declarou.
Para o pré-candidato, a eleição de um candidato pode mudar o mercado desde o resultado nas urnas.
“Só de ter um presidente com histórico de austeridade, o mercado já precifica diferente. Na hora que um presidente de credibilidade assumir, o mercado vai reagir diferente”, declarou.




