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Dois ex-ministros dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT) declararam apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial de 2026. Aldo Rebelo e Roberto Mangabeira Unger se reuniram com o parlamentar nesta semana para discutir propostas sobre economia, defesa nacional, Amazônia e política externa.
O encontro foi solicitado por Flávio e durou aproximadamente uma hora, com a participação apenas dos três. Segundo Aldo Rebelo, a conversa abordou temas considerados estratégicos para o país, incluindo a retomada do crescimento econômico e a necessidade de destravar setores da economia.
“Fomos apresentar nossas opiniões sobre a eleição, o Brasil, retomada do crescimento, a desinterdição do país, a questão da Amazônia e da Defesa Nacional, o problema de política externa”, afirmou o ex-ministro após a reunião realizada na última quarta-feira (21).
Aldo Rebelo disse que Flávio ouviu as sugestões, agradeceu a participação e afirmou que levaria as ideias em consideração. O ex-ministro também negou rumores de que teria recebido convite para assumir o Ministério do Meio Ambiente em um eventual governo do candidato do PL. Segundo ele, não houve discussão sobre cargos durante a reunião.
A aproximação chama atenção pelo histórico dos dois novos apoiadores. Aldo Rebelo, que foi presidente da Câmara dos Deputados e teve trajetória ligada ao comunismo, ocupou os ministérios da Coordenação Política no primeiro governo Lula e da Ciência e Tecnologia, Defesa e Esporte durante a gestão Dilma Rousseff.
Roberto Mangabeira Unger, professor da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, também integrou os governos petistas, como ministro de Assuntos Estratégicos de Lula e Dilma. Os dois são conhecidos por posições nacionalistas e passaram a integrar o grupo de personalidades que manifestaram apoio a Flávio na disputa presidencial.
O senador também recebeu declarações de apoio de outros ex-candidatos à presidência que participaram do primeiro turno. Entre eles estão Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Clariana Barão (DC), além do ex-presidente Michel Temer (MDB).
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também confirmou apoio à candidatura e o engajamento de seu partido na campanha. No campo partidário, Novo, Republicanos, MDB e a federação formada por União Brasil e Progressistas (PP) estão entre as siglas que anunciaram alianças ou apoio à candidatura do senador.
No caso de Ronaldo Caiado, o apoio foi declarado pessoalmente, enquanto a direção nacional do PSD optou pela neutralidade na disputa.





