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Eleições 2026

Flávio avança para 2º turno com apoio de 10 governadores; Lula tem cinco

Flavio e Lula levantamento apoio governadores
Flávio Bolsonaro tem apoio declarado de 10 governadores eleitos. Lula tem cinco. (Foto: Fotomontagem/Gazeta do Povo (Beto Barata/PL e Ricardo Stuckert/PR))

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) começa a campanha rumo ao segundo turno da eleição presidencial com o apoio declarado de 10 dos 20 governadores que venceram logo no primeiro turno, no último domingo (4). O grupo reúne cinco governadores do PL e outros cinco de Republicanos, PP e Podemos. Há também um do MDB, cujo anúncio é aguardado para esta terça-feira (6), totalizando 11 apoios.

O candidato do PL ainda pode ampliar seus palanques estaduais Brasil afora com a adesão de governadores que evitaram se posicionar nacionalmente durante a campanha estadual. Entre os governadores que apoiaram Flávio estão:

  • Jorginho Mello (PL-SC),
  • Luciano Zucco (PL-RS),
  • Sergio Moro (PL-PR),
  • Marcos Rogério (PL-RO) e
  • Arthur Henrique (PL-RR).

O grupo também inclui:

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP),
  • Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG),
  • Otaviano Pivetta (Republicanos-MT),
  • Eduardo Riedel (PP-MS) e
  • Dr. Daniel (Podemos-PA).

Cleitinho e Pivetta declararam voto em Flávio mesmo sem terem recebido apoio formal do candidato ou do PL em suas campanhas estaduais. Daniel Vilela (MDB-GO) apoiou Ronaldo Caiado (PSD), que ficou fora do segundo turno presidencial. Nesta segunda-feira (5), Vilela confirmou que ele e Caiado anunciarão nesta terça-feira (6), em Goiânia, apoio a Flávio.

Do outro lado, cinco governadores eleitos no primeiro turno apoiaram Lula (PT): Jerônimo Rodrigues (PT-BA), Elmano de Freitas (PT-CE), Rafael Fonteles (PT-PI), Fábio Mitidieri (PSD-SE) e Lucas Ribeiro (PP-PB). Todos são do Nordeste.

Governadores oscilam entre apoio a Flávio e neutralidade

Outros quatro governadores — JHC (PSDB-AL), Eduardo Braide (PSD-MA), Dr. Furlan (PSD-AP) e Raquel Lyra (PSD-PE) — não declararam apoio a nenhum dos dois candidatos.

Adriano Cerqueira, cientista político do Insper, avalia que além de governadores, partidos e candidatos do centrão devem aderir à campanha do PL. O movimento inclui nomes como Ciro Nogueira (PP), Arthur Lira (PP) e ACM Neto (União Brasil).

"O centrão não formalizou o apoio no primeiro turno e agora viu a dimensão que teve o movimento da direita", afirmou. "No segundo turno, a tendência é eles apoiarem o Flávio Bolsonaro."

Já Adriano Oliveira, cientista político da UFPE, acredita que a tendência de alguns estados é manter a neutralidade. "Vejo que existe uma tendência nesse instante dos partidos declararem independência, neutralidade em virtude da disputa que ainda é acirrada", afirmou.

"Obviamente que Flávio aparentemente leva vantagem em conquistar os apoios de outros partidos. Todavia, Kassab (PSD) [presidente nacional do partido] já declarou que ficará neutro."

JHC é visto como possível aliado

Entre os quatro neutros, JHC é um dos nomes que aparecem com mais força nas articulações para uma adesão a Flávio.

O governador eleito de Alagoas havia recebido apoio de Flávio durante a campanha estadual, mas deixou de lado a reciprocidade e não declarou o voto no candidato do PL no primeiro turno. Mesmo após o resultado, JHC evitou tomar partido.

“Vamos reunir o nosso grupo político para discutir, com o resultado das eleições de Alagoas, o posicionamento sobre as eleições nacionais. Tudo isso será discutido no momento oportuno junto com o grupo de maneira democrática”, afirmou nesta segunda-feira (5).

A possibilidade de uma adesão é defendida publicamente por integrantes do campo bolsonarista no estado. “Tenho certeza de que ele vai anunciar o voto para Flávio Bolsonaro”, afirmou o deputado estadual Cabo Bebeto (PL).

Furlan na mira do PL; Lyra confirma neutralidade

No Amapá, Dr. Furlan (PSD) foi eleito no primeiro turno com 62,75% dos votos válidos, sem apoiar nenhum candidato à Presidência. No entanto, sua coligação, reunindo Novo, PSD, Podemos e PL, apoiou a candidatura de sua mulher, Rayssa Furlan, ao Senado. A campanha de Flávio vê chances de aproximação, já que a vice-governadora eleita de Furlan, Luciana Gurgel, é do PL.

Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) foi explícita sobre a neutralidade. Nesta segunda-feira (5), reafirmou que manterá a posição de não apoiar nenhum dos dois candidatos. “Vou manter minha coerência. A gente disse o tempo inteiro que o mais importante de tudo é a gente ter Pernambuco forte”, afirmou.

Mas fez questão de preservar a relação institucional com Lula. “Sou muito grata ao presidente Lula. Nunca escondi isso, de forma nenhuma. Muito pelo contrário”, disse. A governadora também afirmou que pretende manter parcerias com o governo federal.

Maranhão: porta aberta para Lula ou Flávio

No Maranhão, Eduardo Braide (PSD) mantém a porta aberta para os dois lados. O governador eleito já havia se aproximado do PT durante as articulações para a eleição estadual. Em dezembro de 2025, Braide se reuniu em Brasília com o então presidente nacional do PT, Edinho Silva, acompanhado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, em conversas sobre uma possível aliança.

Em março de 2026, o UOL registrou que Braide vinha fazendo elogios a Lula e que o PT discutia a possibilidade de formar um palanque com o então prefeito de São Luís. A aproximação, porém, não se consolidou em apoio presidencial formal.

O cenário maranhense, entretanto, tem elementos que aproximam parte da estrutura política de Braide do campo de Flávio. Lahesio Bonfim (Novo), eleito senador pela coligação de Braide e apoiado pela família Bolsonaro, anunciou nesta segunda-feira que fará campanha para Flávio no segundo turno.

Braide, eleito governador com 54,02% dos votos válidos, voltou a evitar um posicionamento sobre a disputa presidencial. “Braide é o povo, o povo do Maranhão”, respondeu quando questionado.

Também afirmou que sua prioridade imediata é montar a equipe do governo e que pretende manter uma boa relação institucional com quem vencer a eleição presidencial.

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