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O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, classificou como um “ato de desespero” o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo Lula e pediu que os eleitores “não caiam em mais uma falsa promessa”.
O governo anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% no Bolsa Família. Com a mudança, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor foi publicado no Diário Oficial e entra em vigor em outubro.
Durante um comício em Vitória da Conquista, na Bahia, Flávio afirmou que o benefício perdeu poder de compra e comparou os valores pagos durante os governos Lula e Jair Bolsonaro.
“Eu vou olhar para frente porque eu quero ajudar pessoas como você, que recebem Bolsa Família, mas precisam complementar a renda, porque os R$ 600 hoje não compram mais o que compravam, né, no governo do presidente Bolsonaro", disse.
O candidato do PL chamou a medida de um ato de desespero. "E não caiam em mais uma falsa promessa. Porque o Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que ele negava o que foi pedido durante as eleições”, declarou o senador.
Lula reajusta Bolsa Família após anos sem aumentar o benefício
Flávio questionou o momento escolhido pelo governo para anunciar a medida. “[Lula] Fez uma coisa que não fez em quantos anos de governo. E, faltando 17 dias para a eleição, ele acha que vai ganhar alguém dando reajuste no Bolsa Família. Ele sabe que isso não pode. Mas eu não me desespero, porque ele sabe que está perdendo”, completou.
Durante o discurso, ele também voltou a abordar segurança pública e endividamento da população, dois temas explorados por sua campanha.
“A Bahia tem uma grande oportunidade de finalmente virar uma triste fase na sua história. Há 20 anos a Bahia é governada pelo PT e, com certeza, a segurança piorou muito. Está todo mundo endividado, ninguém consegue pagar uma prestação mais, até de uma geladeira que tenha comprado”, declarou.




