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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse nesta terça-feira (6) que irá aos debates presidenciais do segundo turno. Logo após uma reunião em Brasília, o senador revelou que pretende comparar os programas de governo e as gestões do presidente Lula (PT) com o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Vou participar de debates. Eu acho que são importantes. Porque eu sempre quis. Eu quero comparar os programas de governo. Eu quero comparar os governos do Lula com o nosso governo. E eu tenho a convicção de que a gente vai sair vitorioso", afirmou.
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Flávio saiu na frente no primeiro turno
O filho mais velho de Bolsonaro terminou o primeiro turno na frente, com 56.104.503 votos (47,03%). Em contrapartida, o candidato petista obteve 53.879.538 (45,16%). Para vencer, o petista teria de romper uma sequência histórica. Desde 1989, em todas as sete eleições presidenciais que chegaram ao segundo turno, o candidato mais votado na primeira etapa também venceu a disputa final.
No primeiro turno, Lula e Flávio não participaram de nenhum debate e acabaram sem se enfrentar diretamente. A campanha de Flávio havia decidido que o senador só compareceria se Lula também estivesse presente. O petista, por sua vez, planejava participar apenas do último encontro, promovido pela Globo, mas desistiu na véspera. O candidato do PL também acabou retirando sua participação, e o debate foi posteriormente cancelado.
O primeiro debate do segundo turno está marcado para este domingo (11), na Band. Em seguida, a Record prevê realizar seu encontro no domingo seguinte (18). Por fim, a Globo planeja o último debate para 23 de outubro, antevéspera da votação.
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Globo alegou insegurança jurídica e cancelou debate no primeiro turno
Por causa de um cenário de judicialização da corrida eleitoral levou a Globo a cancelar o debate do primeiro turno. Em comunicado, a emissora alegou “insegurança jurídica” e afirmou que decisões tomadas pouco antes do encontro representavam “interferência indevida” na liberdade dos veículos para organizar debates.
Nomeada por Lula para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ministra Estela Aranha proibiu a Globo de exibir o púlpito reservado ao presidente após ele anunciar que não participaria do encontro.
Em outra frente, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Renan Santos (Missão) pudesse participar do debate, embora o partido não tivesse os cinco representantes no Congresso exigidos pela regra legal.
Antes disso, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, havia mudado a forma de contabilizar a bancada do Novo. O partido elegeu três deputados em 2022, mas recebeu posteriormente dois parlamentares. Nunes decidiu considerar os deputados filiados à legenda até 20 de julho. Com isso, o Novo atingiu os cinco representantes necessários, e Romeu Zema passou a ter participação assegurada.




