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Eleições 2026

Flávio Bolsonaro e Lula vão aos debates no primeiro turno?

Debate Band
Band abrirá os debates para presidente nas eleições de 2026. (Foto: Renato Pizzutto/Band/Divulgação)

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Como é tradição desde 1989, a Band TV abrirá neste ano a série de debates com os candidatos a presidente da República. O primeiro encontro está marcado para 23 de agosto, mas a presença dos dois principais nomes na disputa ainda é uma incógnita. Nem Flávio Bolsonaro (PL) nem Lula (PT) confirmaram a participação.

A análise dentro das duas pré-campanhas é de que há pouco a ganhar, mas muito a perder, em uma participação logo na largada. No lado esquerdo do xadrez, o receio é que o petista vire alvo preferencial dos demais participantes, já que a maioria, além de Flávio, representa a direita, como Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).

Na outra ponta, a percepção é de que Flávio poderia perder espaço para os colegas da direita. Além disso, há a preocupação de que alguns assuntos possam vir à tona, como a relação dele com o banqueiro Daniel Vorcaro — o senador pediu dinheiro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.

A estratégia na campanha de Flávio Bolsonaro é no estilo “só vou se ele for”. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, condicionou a participação do filho do ex-presidente à presença de Lula.

“Por que que você vai debater, sem querer tirar o valor do Caiado e do Zema, mas por que que você vai debater com candidatos que têm 4%, 5%? Isso não faz sentido. O debate dele tem que ser com Lula e acabou”, falou Costa Neto.

Por enquanto, se depender de Lula, os dois não estarão no debate. E não só no da Band. “Eu, enquanto presidente, não vou para debate para ouvir bobagem. Quero saber qual o nível do debate, porque, caso esse debate não sirva para sociedade, para politizá-la, por que eu vou fazer um debate com um cara que não tem compromisso com ninguém?”, questionou, durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda.

Além do debate da Band, outros dois estão planejados para o primeiro turno. Em 14 de setembro, a emissora SBT organiza o encontro com outros veículos de imprensa. E em 1º de outubro, três dias antes da votação, a TV Globo realizará seu debate com os candidatos a presidente.

A reportagem da Gazeta do Povo entrou em contato com as pré-campanhas de Flávio e Lula para saber se estarão presentes no debate da Band, mas não houve resposta até esta publicação.

Band alterou data para tentar contar com Lula

A Band havia marcado o debate presidencial para 17 de agosto, mas a data coincide com o evento de lançamento oficial da campanha de Lula, em São Bernardo do Campo (SP). Diante do conflito, a emissora decidiu mudar o encontro para 23 de agosto na tentativa de facilitar a presença do petista.

Apesar da mudança, não há garantia de que o petista estará presente. Se o cenário se confirmar, ele repetirá a tônica da campanha presidencial de 2006, quando decidiu não participar de nenhum debate no primeiro turno. O principal adversário dele na época, hoje o seu vice Geraldo Alckmin (PSB), esteve presente.

Outras ausências ocorreram nos debates iniciais da Band desde 1989. No primeiro, Fernando Collor de Mello, que viria a ser eleito, não esteve presente.

Em 1998, o candidato à reeleição, Fernando Henrique Cardoso, não quis participar de nenhum debate e todos acabaram cancelados. Em 2018, Lula estava preso em Curitiba e insistia na candidatura. A Justiça Eleitoral, porém, negou a presença dele e do então candidato a vice, Fernando Haddad (PT).

Veja o retrospecto dos debates da Band

  • 2022 - Lula e Jair Bolsonaro participaram
  • 2018 - Jair Bolsonaro participou sem a presença do PT
  • 2014 - Dilma Rousseff e Aécio Neves estiveram presentes
  • 2010 - Dilma Rousseff e José Serra participaram
  • 2006 - Geraldo Alckmin foi, mas Lula não esteve presente
  • 2002 - Lula e José Serra participaram
  • 1998 - Não houve debate por não participação de Fernando Henrique Cardoso
  • 1994 - Fernando Henrique Cardoso e Lula estiveram presentes
  • 1989 - Lula participou e Fernando Collor de Mello não foi

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