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Classificação do PCC e CV

Flávio diz que fez mais pela segurança pública em dois dias do que Lula no governo

Filipe Barros e Flávio Bolsonaro
Em ritmo de pré-campanha, Flávio lança pré-candidatos ao Senado e reforça discurso na segurança pública. (Foto: Alan Santos/Imprensa FB)

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O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou na noite desta sexta-feira (29), em Curitiba, do evento de lançamento da pré-candidatura do senador Sergio Moro (PL-PR) ao governo do Paraná. O evento também oficializou as pré-candidaturas ao Senado do deputado federal Filipe Barros (PL-PR) e do ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo-PR).   

O presidenciável mostrou que vestia um colete à prova de balas para o público e disse que não teme ameaças do crime organizado. Nesta quinta-feira (28), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, após pedido do presidenciável do PL, que visitou a Casa Branca na terça-feira (26) e na quarta-feira (27). 

“Em dois dias como pré-candidato à Presidência da República, nós já fizemos mais do que o Lula e o PT em 20 anos. A criminalidade tomou conta do Brasil, todos nós saímos nas ruas preocupados. Enquanto ele foi fazer lobby, lamber as botas do Trump e defender marginais, nós fomos lá para pedir que eles [PCC e CV] fossem tratados como terroristas”, comparou Flávio.

O senador lembrou que o Congresso Nacional foi responsável pela aprovação da lei antifacção com o endurecimento das condenações aos chefes das facções com penas de até 80 anos. “Nós sabemos das dificuldades para enfrentar esses narcoterroristas, mas com coragem, como também fez o Moro, podemos combater esse sistema que joga pesado e sujo para devolver a tranquilidade ao povo brasileiro”, afirmou.

O pré-candidato a presidente do PL ainda criticou a "soberania do crime" nas áreas dominadas pelas facções no país, onde vivem cerca de 50 milhões de brasileiros, de acordo com ele. “Vamos enfrentar esses bandidos com a mão pesada da lei, construindo presídios para que eles fiquem presos por muito mais tempo. [...] Essa eleição é sobre qual o caminho o Brasil vai seguir, se é com um presidente que diz que traficante é vítima do usuário ou o caminho para punir bandido, reduzir a maioridade penal e tratar o CV e o PCC como terroristas.”

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Pré-candidato ao governo do Paraná, Moro disse que durante a gestão dele no Ministério da Justiça e Segurança Pública, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, houve o enfrentamento do crime organizado com adoção de políticas públicas mais severas. “Nós fizemos uma coisa que ninguém fez: o isolamento das lideranças do PCC, que estavam em São Paulo e cometeram atos terroristas em 2006. Ninguém tinha coragem de mexer com eles”, recordou o ex-juiz da Lava Jato.

Ao lado de Flávio, ele disse que advertiu o ex-presidente da República sobre o risco de retaliação da principal organização criminosa do país. “Nos cercamos de todos os cuidados para não ter um ‘salve geral’. Infelizmente, meu nome entrou naquela lista e sofro com os planos dessa organização terrorista.”

Em 2023, um plano para matar e sequestrar Moro foi investigado pela operação Sequaz. Segundo as autoridades, os criminosos acompanharam a rotina do senador em Curitiba por ao menos uma semana durante o período em que o plano estava sendo preparado. De acordo com a Polícia Federal, os ataques do PCC ocorreriam de forma simultânea no Paraná e em São Paulo contra vários alvos, um deles o senador paranaense. 

Moro elogiou a postura do aliado e disse que o presidenciável também pode ser alvo de retaliações por causa da classificação do PCC e do CV como organizações terroristas.

“O Flávio teve um ato de coragem ao agir contrariamente à posição do Lula, conseguindo convencer o governo norte-americano a colocar os nomes dessas organizações terroristas como alvo dos Estados Unidos. Isso vai facilitar o bloqueio de bens e dificultar a lavagem de dinheiro. [...] Tenho certeza de que quando você agiu assim, você sabia que também corria o risco de entrar nessa lista [de desafetos do crime]”, disse Moro ao pré-candidato à Presidência.

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