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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que, caso vença a eleição presidencial, o ex-presidente Jair Bolsonaro e pessoas que considera perseguidas irão “subir a rampa” com ele na posse.
Durante agendas em Porto Alegre neste sábado (11), o parlamentar apresentou sua visão para o futuro do país, centrada na restauração política de seu pai e na reparação para aqueles que considera injustiçados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, sua eventual vitória representará o retorno simbólico desse grupo ao centro do poder.
“É por isso que eu falo: não apenas o presidente Bolsonaro, mas todas as pessoas que foram perseguidas vão subir a rampa junto com a gente em janeiro do ano que vem”.
O plano inclui o que descreve como um “zerar o jogo” institucional. Ele afirmou: “Se Deus permitir, nós vamos vencer essa eleição no 1º turno. Há projetos tramitando no Congresso Nacional, não é uma anistia, mas é zerar o jogo de verdade, para fazer justiça não só ao presidente Bolsonaro, mas à Débora do Batom”. A menção refere-se a Débora Rodrigues dos Santos, condenada a 14 anos de prisão por sua atuação nos atos de 2023.
Para o senador, a medida depende do Congresso Nacional. Ele afirmou que a concessão de perdão aos condenados é uma prerrogativa legal e disse esperar que o receio de parlamentares diminua após as eleições.
“O Congresso entende isso, só que, ainda, uma parte dele tem um certo medo de votar um projeto como esse. Porque claramente não é inconstitucional. A anistia é de competência exclusiva do Congresso Nacional”.
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Além da pauta presidencial, Flávio Bolsonaro cumpriu agenda no Rio Grande do Sul para fortalecer a base aliada, apoiando a pré-candidatura de Luciano Zucco (PL-RS) ao governo estadual e as candidaturas de Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Ubiratan Sanderson (PL-RS) ao Senado.
Em encontro com mulheres durante um café da manhã, afirmou que o PT se tornará “irrelevante” a partir de 2027.
A movimentação ocorre em um cenário de equilíbrio nas pesquisas. Dados do Datafolha publicados neste sábado (11) indicam empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um possível segundo turno.
Segundo aliados, o contexto é considerado favorável ao senador, especialmente após episódios que teriam afetado a avaliação do governo entre eleitores conservadores.








