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Segurança

Flávio ironiza guinada da campanha de Lula sobre redução da maioridade penal

Flávio ironiza guinada da campanha de Lula sobre redução da maioridade penal
Flávio Bolsonaro ironiza mudança no discurso da campanha de Lula sobre a redução da maioridade penal. (Foto: EFE/Andre Borges)

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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) classificou nesta quinta-feira (15) como oportunismo eleitoral a mudança da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a redução da maioridade penal. A alteração no posicionamento tradicional do PT ganhou força durante os debates da PEC da Segurança Pública.

O senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula, protocolou uma emenda para reduzir a imputabilidade penal aos 16 anos para crimes hediondos e mantendo a regra geral de 18 anos para os demais.

"Vocês não sabem, a bancada do PT estava ensaiando apresentar uma emenda também a favor da redução da maioridade penal, olha…", disse Flávio durante sua live semanal. "Olha rapaz, no final das contas… a gente tinha que ter eleição toda semana, cara. Toda semana, cara, o pessoal se converte, vai pra igreja, é uma maravilha", acrescentou.

Nesta noite, Lula defendeu a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em caso de crime hediondo durante a sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo. A mudança no discurso do petista ocorre a dez dias do segundo turno da eleição presidencial e contraria o posicionamento histórico do PT.

A proposta de Santana foi uma resposta à emenda protocolada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do PL, que sugeriu a redução da maioridade penal para os 16 anos para qualquer tipo de crime. Além disso, Marinho propôs a redução para 14 anos especificamente em casos de crimes hediondos.

A PEC da Segurança Pública deveria ter sido votada nesta tarde, mas o impasse sobre a redução da maioridade penal fez com que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirasse o tema da pauta.

Durante a sabatina no Jornal Nacional, Lula defendeu separar o debate da mudança na maioridade penal da PEC da Segurança Pública. “Eu sou favorável a reduzir [a maioridade penal] para 16 anos, mas não discutindo nessa PEC [da Segurança Pública], porque ela não é para isso… Eu acho que a sociedade brasileira inteira é favorável à punição de qualquer crime hediondo”, disse o presidente.

A emenda de Santana provocou divergências entre integrantes da base governista, que defendem a aprovação do texto sem alterações para evitar atrasos na tramitação. Se o texto for alterado pelo Senado, precisará voltar para uma nova análise da Câmara dos Deputados.

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