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Eleições 2026

Fogo-amigo: Haddad leva puxão de orelha de aliado para disputar governo de SP

Fernando Haddad
O ministro Fernando Haddad, da Fazenda. (Foto: André Borges/EFE)

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O ministro Fernando Haddad, da Fazenda, levou um puxão de orelha do colega de Esplanada, Camilo Santana, da Educação, de que não deve colocar seu interesse pessoal de não disputar um cargo eletivo acima do “projeto de Brasil” que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está tocando neste terceiro mandato – e que pretende seguir para o quarto na disputa à reeleição em outubro.

Isso porquê Haddad confirmou que deixará o ministério até o final deste mês para se dedicar à campanha lulista. No entanto, dentro do PT, há o desejo de que ele se candidate ao governo do estado de São Paulo contra a disputa à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

“Então não pode se dar ao luxo de querer tomar uma decisão individual. Ele faz parte de um projeto de Brasil, que é liderado pelo presidente Lula. A gente precisa cumprir missões que muitas vezes pessoalmente não quer”, afirmou Santana em entrevista ao jornal O Globo publicada neste domingo (25).

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Camilo Santana acredita que Haddad “vai se empolgar” para a disputa e que “cumpriu um papel importante em 2022”, quando coordenou o plano de governo de Lula para este terceiro mandato. Há a expectativa de que o ministro seja convencido pelo presidente nas próximas viagens ao exterior que farão entre o final do mês e o começo de fevereiro – ao Panamá, Índia e Coreia do Sul, segundo apuração da Folha de S. Paulo com aliados.

Também se fala na possibilidade do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também disputar o governo de São Paulo, mas apurações apontam que ele seguirá na chapa de Lula à reeleição.

“É questão de missão. Não é querer ou não querer. Muitas vezes precisamos nos colocar à disposição em nome do projeto nacional, independentemente se vamos ser vitoriosos ou não”, completou Camilo Santana.

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Por outro lado, o ministro reconhece que a candidatura à reeleição de Lula, neste ano, terá um forte componente a favor da direita: a discussão sobre a segurança pública. Este é um tema normalmente difícil para a esquerda, que costuma lidar com dedos enquanto que a direita age de forma mais combativa e incisiva.

“Iniciamos um processo muito forte de mudanças no Congresso, com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança e o projeto de lei antifacção. O (Ricardo) Lewandowski foi um grande ministro (da Justiça), mas o Wellington (Lima e Silva) vai precisar intensificar mais as ações do governo e ter uma articulação forte para aprovar essa PEC”, pontuou.

Para ele, a discussão sobre a segurança pública “não pode ser uma disputa político e eleitoral”, e que o PT precisa ser “enfático” no combate ao crime organizado no Brasil “custe a quem custar”.

“A lei antifacção é para endurecer as penas para as organizações criminosas e precisaria endurecer para quem tirar a vida das pessoas intencionalmente. Aliar isso com a integração das ações de segurança pública, inteligência entre os estados. Precisa ter uma coordenação nacional”, finalizou.

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