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O presidente do PSD, Gilberto Kassab, declarou nesta quarta-feira (28) que o ponto mais fraco do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua tentativa de reeleição é não ter conseguido reduzir custos do Estado. Para o cacique, isso criaria uma vulnerabilidade e uma bandeira de campanha que ele pretende explorar com a candidatura da legenda que comanda.
“Houve aumento de carga tributária, e muito, nem sempre gerando receita. A gente tem notícia de muitas empresas indo para o Paraguai, para o Uruguai, porque quer pagar menos impostos. (...) Uma de nossas bandeias será a redução do Estado, do custo do Estado”, declarou Kassab, que recebeu com exclusividade uma equipe do jornal Folha de S.Paulo no dia seguinte à filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
A afirmação de Kassab contraria avaliação do Ministro da Fazenda de Lula, Fernando Haddad, para quem a economia não será fator decisivo na disputa eleitoral deste ano.
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Com seu trio de possíveis candidatos, que conta com os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite e do Paraná, Ratinho Jr. - além do goiano Caiado - Kassab afirmou que tem a intenção de lançar uma candidatura que seja uma alternativa à polarização entre esquerda e direita, com um tom de “moderação”.
Um ponto em que promete se diferenciar do governo Lula seria, de acordo com ele, o da austeridade fiscal e de um caminho que definiu como de “transparência”.
“Você pode fazer isso (cortar custos) primeiro combatendo a corrupção. A reforma administrativa também pode promover isso. Outra questão muito importante é a transparência”, declarou ele, na mesma entrevista.
Caiado mudou de partido para tentar viabilizar uma candidatura presidencial depois que o PP, com quem o União Brasil formou recentemente uma federação, se mostrou resistente ao seu nome. Com isso, o governador goiano se tornou um dos três pré-candidatos do PSD ao Palácio do Planalto em 2026. Um vídeo de filiação foi veiculado reunindo os três na noite desta terça (27).
Nesta quarta-feira, o Tesouro Nacional informou que a dívida pública poderá alcançar o patamar inédito de R$ 10 trilhões até o final de 2026, depois de ter crescido 18% em 2025, maior número em 10 anos.




