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Gilberto Kassab vê rejeição a Lula e Flávio e assegura candidatura própria do PSD

Gilberto Kassab defendeu terceira via contra polarização e garantiu que PSD terá candidato à Presidência.
Gilberto Kassab defendeu terceira via contra polarização e garantiu que PSD terá candidato à Presidência. (Foto: Robson Santos/Divulgação BTG Pactual)

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O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta quarta-feira (11), em evento promovido pelo BTG Pactual, que é nula a chance de o partido não lançar candidato próprio à Presidência da República em 2026.

Kassab afirmou que a legenda trabalha para apresentar uma alternativa à polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) e que há espaço para uma candidatura de centro com viabilidade eleitoral.

"A chance de o PSD não ter candidato é zero", declarou, complementando que as pesquisas apontam para um universo muito grande de brasileiros que desejam uma alternativa ao atual cenário político. "No momento em que você tem só dois candidatos, a grande maioria tapa o nariz e vota no Lula ou tapa o nariz e vota no Flávio", afirmou.

O dirigente disse que tanto Lula quanto Bolsonaro enfrentam rejeição elevada e que isso abre caminho para uma terceira força competitiva. "Se a rejeição é brutal é porque existe uma expectativa, uma vontade que surja algo diferente. E está surgindo", defendeu.

Gilberto Kassab afirmou ainda que o PSD definirá seu candidato entre os governadores Ratinho Junior (PR), Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS) até o dia 15 de abril. "Não tem carta marcada. Se o Caiado estiver melhor, será ele", afirmou.

Segundo ele, a escolha será política e consensual. "Envolve tudo, envolve pesquisa, envolve perspectiva de vitória, envolve a definição de candidatura dos partidos, o potencial de crescimento", explicou.

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Presidente do PSD critica o Congresso Nacional e defende o voto distrital

Gilberto Kassab também fez críticas ao desempenho do Congresso Nacional e afirmou que o Parlamento precisa se impor por meio de reformas estruturais que vêm sendo adiadas há décadas.

Para o dirigente, o Legislativo falha ao não enfrentar temas que considera centrais para o aprimoramento institucional do país. "É um Congresso que não responde às demandas da sociedade, não apresenta iniciativas para ampliar a transparência, não enfrenta debates estruturais como o voto distrital e não avança no fim das coligações majoritárias", criticou.

"Também deixa de contribuir, junto ao Executivo, para reduzir o tamanho e o peso do Estado, permitindo que investimentos sejam feitos à custa do aumento da carga tributária", complementou.

O presidente do PSD também mencionou a necessidade de revisar regras institucionais envolvendo tribunais superiores. Defendeu idade mínima de 60 anos para indicações e quarentena para ministros que deixarem as cortes antes de disputar cargos eletivos, como medidas que contribuiriam para dar maior estabilidade e previsibilidade ao sistema político.

Ajuste fiscal e reformas estruturantes

Ao abordar a economia, Kassab voltou a defender ajuste fiscal com corte de gastos e reforma administrativa, e não aumento de impostos. Para ele, o país já enfrenta carga tributária elevada e precisa melhorar a eficiência do Estado para liberar recursos para investimentos.

"O atual governo pensa em arrecadar aumentando tributos, mas o Brasil já tem a maior carga tributária do mundo. Com isso, o capital vai embora e o de fora não vem", afirmou. "O caminho é reformar o Estado, combater a ineficiência e fazer sobrar recursos para investir", complementou.

No evento direcionado ao mercado financeiro, o presidente do PSD garantiu que o partido não terá dificuldades para defender o equilíbrio fiscal. "Isso é fácil de fazer, [basta] vontade política", disse, defendo ainda uma reforma administrativa que traga fôlego ao caixa e viabilize investimentos no campo social e na infraestrutura do país.

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