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Disputa ao Planalto

Gilmar diz esperar que eleição deste ano não tenha um novo 8 de janeiro

Gilmar Mendes
Ministro do STF diz que espera uma disputa sem os desdobramentos que ocorreram em 2022 na disputa entre Lula e Bolsonaro. (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (5) que espera uma disputa eleitoral mais tranquila em 2026 e disse não acreditar na repetição do cenário que culminou nos atos de 8 de janeiro de 2023. Ele declarou que não vê, no momento, o mesmo ambiente de tensão registrado nas eleições de 2022.

Naquele ano, a disputa presidencial vencida pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou a uma série de atos questionando o resultado, como bloqueios de rodovias por caminhoneiros, atentados contra linhas de transmissão de energia elétrica e a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, uma semana após sua posse.

“Não espero que tenha a tensão e os desdobramentos que tivemos em 2022, nem desejo. Veja que o resultado de 2022 é o 8 de janeiro, com tudo aquilo que de negativo decorre”, afirmou a jornalistas após um evento na capital federal.

Gilmar também foi questionado sobre declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à presidência, a respeito das urnas eletrônicas durante um encontro com embaixadores. Para o magistrado, manifestações mais duras costumam ocorrer em períodos de campanha, mas não indicam, necessariamente, falta de confiança no processo eleitoral.

“É normal, em período eleitoral, um certo estresse e algumas hipérboles, alguns exageros. Acredito que todos que disputam eleições já há mais de 20 anos no país, sabem bem, confiam no sistema eleitoral”, declarou.

As declarações mencionadas por Gilmar ocorreram após Flávio Bolsonaro afirmar, em um evento realizado em 21 de julho para representantes diplomáticos, que as urnas eletrônicas utilizadas no Brasil “têm a mesma origem” das fabricadas por uma empresa venezuelana. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) respondeu alegando que o sistema eleitoral brasileiro não utiliza equipamentos produzidos pela companhia.

As declarações do ministro ocorreram um dia depois de a Polícia Civil do Distrito Federal desarticular um grupo suspeito de planejar atentados durante os debates do segundo turno da eleição presidencial. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra oito investigados, com idades entre 19 e 31 anos, em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

“Eles fizeram um desenho da área central marcando todos os ministérios, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal e estavam a definir qual seria o alvo primário. E, em complemento, eles difundiram a planta baixa do Palácio do Planalto como escolha de alvo primário”, disse o delegado Maurílio Coelho, coordenador de Inteligência da Polícia Civil do Distrito Federal.

Segundo a investigação, os suspeitos discutiam a invasão de prédios públicos, recrutamento de integrantes, formação tática, escolha de alvos e compartilhamento de mapas, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edifícios localizados na área central de Brasília.

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