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Eleições 2026

Jorginho Mello vence no primeiro turno com a maior vantagem sobre segundo colocado

Apoiadores comemoram, com punhos erguidos e sorrisos, em uma sala do comitê de campanha. Ao fundo há um painel verde e amarelo com o número 22, e várias pessoas vestem camisetas verdes e amarelas da campanha.
Jorginho Mello (PL) comemora com apoiadores a reeleição em Santa Catarina, conquistada no primeiro turno com a maior vantagem sobre o segundo colocado entre os governadores eleitos. (Foto: Reprodução/Instagram/Jorginho Mello)

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O governador Jorginho Mello (PL) foi reeleito em Santa Catarina neste domingo (4) com a maior vantagem sobre o segundo colocado entre os governadores eleitos no primeiro turno das eleições 2026.

Ele teve 68,98% dos votos válidos, contra 15,66% de Gelson Merisio (PSB), uma diferença de 53,32 pontos percentuais, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 100% das urnas apuradas.

Eduardo Riedel (PP), reeleito em Mato Grosso do Sul, e Rafael Fonteles (PT), reeleito no Piauí, aparecem em seguida, praticamente empatados. Riedel venceu Fábio Trad (PT) por 43,39 pontos percentuais, e Fonteles superou Joel Rodrigues (PP) por 43,36 pontos.

Fonteles teve o maior percentual entre os eleitos, com 70,90% dos votos válidos, mas a diferença para o segundo colocado foi menor que as de Jorginho e Riedel.

Entre os governadores que disputavam a reeleição, aparecem na sequência Lucas Ribeiro (PP), na Paraíba, com 40,12 pontos, Otaviano Pivetta (Republicanos), em Mato Grosso, com 37,58, e Daniel Vilela (MDB), em Goiás, com 37,21.

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João Rodrigues (PSD) terminou a disputa catarinense em terceiro lugar, com 13,35%. Os votos da oposição ao governador se dividiram entre Rodrigues e Merisio, enquanto Jorginho concentrou quase 70% dos votos válidos.

Em 2022, o governador liderou o primeiro turno com 38,61% dos votos válidos e venceu Décio Lima (PT) no segundo turno, com 70,69%, o maior percentual entre todos os governadores eleitos naquele ano. Neste ano, a coligação reuniu PL, Novo, Republicanos, Avante, Agir, DC e a federação PSDB-Cidadania, com o ex-prefeito de Joinville Adriano Silva (Novo) como vice.

Natural de Ibicaré, no Meio-Oeste catarinense, Jorginho tem 70 anos. Começou a carreira como vereador em Herval d'Oeste, cumpriu quatro mandatos de deputado estadual, dois como deputado federal e foi senador antes de chegar ao governo. No primeiro mandato, aprovou leis estaduais alinhadas à direita conservadora e entrou em choque com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Jorginho chegou à reeleição com o apoio da família Bolsonaro e é o principal cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) no estado.

Fonteles tem o maior percentual de votos, mas vantagem menor

Rafael Fonteles (PT) foi reeleito no Piauí com 70,90% dos votos válidos, o maior percentual entre todos os governadores eleitos no primeiro turno. Joel Rodrigues (PP), ex-prefeito de Floriano, somou 27,54%. Com isso, a diferença entre os dois ficou em 43,36 pontos percentuais, menor que as registradas entre Jorginho e Riedel.

Ao contrário de Santa Catarina, onde a oposição se dividiu, no Piauí os votos contrários ao governador se concentraram em um único adversário. Em 2022, Fonteles havia vencido no primeiro turno com 57,17% dos votos válidos, contra Silvio Mendes (União Brasil). Neste ano, ampliou o desempenho em mais de 13 pontos percentuais.

Natural de Teresina, Fonteles tem 41 anos, é formado em matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e mestre em economia matemática pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Filho do ex-deputado federal Nazareno Fonteles (PT), comandou a Secretaria da Fazenda do Piauí entre 2015 e 2022, no governo de Wellington Dias (PT), e presidiu o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados (Comsefaz).

A chapa teve como vice Washington Bandeira (PT), ex-secretário estadual de Educação, e reuniu PV, PCdoB, MDB, PSD, PDT e Republicanos. Fonteles contou com o apoio do presidente Lula e de Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, que governou o estado por quatro mandatos.

A candidatura de Joel Rodrigues teve como fiador o senador Ciro Nogueira (PP), presidente nacional do partido. O grupo político liderado pelo PT governa o Piauí desde 2003 e, com o novo mandato, seguirá no comando do estado até 2030.

Riedel registra a segunda maior vantagem com apoio de nove partidos

Eduardo Riedel (PP) foi reeleito em Mato Grosso do Sul com 67,07% dos votos válidos, 43,39 pontos percentuais à frente de Fábio Trad (PT), que teve 23,68%. João Henrique Catan (Novo) terminou em terceiro, com 7,24%. O estado foi o primeiro do país a definir o governador, ainda no início da noite deste domingo.

A vitória veio com a maior coligação já reunida em uma eleição estadual sul-mato-grossense, com nove partidos em torno da chapa, que manteve como vice José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos). Riedel foi eleito em 2022 pelo PSDB, no segundo turno, com 56,90% dos votos válidos, e migrou para o PP em 2025 para buscar a primeira reeleição.

A aliança incorporou até o adversário de quatro anos atrás. Renan Contar, o Capitão Contar (PL), perdeu para Riedel em 2022, quando estava no PRTB. Neste ano, disputou uma das duas vagas ao Senado dentro do mesmo grupo político, ao lado do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), de quem Riedel foi secretário.

Trad concorreu pela primeira vez a um cargo do Executivo, depois de três mandatos como deputado federal. Ele é irmão do senador Nelsinho Trad (PSD), que entrou na aliança de Riedel como primeiro suplente de Azambuja. Fábio se filiou ao PT em 2025. O PT não governa Mato Grosso do Sul desde a gestão de Zeca do PT, entre 1999 e 2006.

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