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Eleições 2026

Haddad confirma que deixará governo na próxima semana

Fernando Haddad
Ministro, porém, não explicou se saída será para disputar governo de São Paulo, dado como certo por aliados (Foto: André Borges/EFE)

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O ministro Fernando Haddad, da Fazenda, confirmou nesta terça-feira (10) que deixará o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima semana. A saída atende ao prazo da legislação eleitoral que exige que ministros deixem seus cargos até seis meses antes do pleito.

A confirmação ocorreu um dia depois de o deputado federal Rui Falcão (PT-SP) sinalizar que o ministro se candidatará ao governo de São Paulo contra a chapa à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

“Devo deixar o governo na semana que vem. [...] Estamos conversando [com Lula], estudando a que concorrer. Ainda vamos discutir. Não é só a candidatura, temos que ver o grupo de pessoas que vão compor a chapa”, afirmou a jornalistas ao chegar no ministério, mais cedo.

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Haddad afirmou que já vinha discutindo com Lula a possibilidade de deixar o governo, mas sua pretensão era coordenar o programa de governo da tentativa do petista à reeleição ao Planalto.

“Já anunciei há bastante tempo a minha intenção de deixar o governo. Tenho conversado com o presidente [Lula] sobre São Paulo, vou ter uma conversa também com o vice-presidente Alckmin, com a Simone [Tebet]”, declarou.

Segundo o ministro, o objetivo dessas conversas é avaliar como o grupo político pode atuar no cenário eleitoral paulista e no debate nacional.

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Na véspera, Rui Falcão afirmou que, caso Haddad entre na disputa, a vantagem do atual governador “vai virar pó”, enaltecendo as qualidades do ministro como “ministro competente, honesto e realizador”.

O parlamentar da ala mais radical do PT classificou Tarcísio como “recordista em feminicídio, campeão em pedágios, inimigo da educação e sabotador da Sabesp”.

Haddad vinha resistindo à ideia de concorrer a um cargo eletivo, dizendo que pretendia deixar a Esplanada apenas para coordenar a campanha de Lula. A demonstração de resistência a uma candidatura, porém, foi diminuindo ao longo das últimas entrevistas, sob a alegação de que a palavra final seria do presidente da República.

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